Sardes – A Igreja Morta

 

SARDES, A IGREJA MORTA
Texto Áureo: Ef. 5.14 – Leitura Bíblica: Ap. 3.1-6
 
Prof. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD
 
INTRODUÇÃO
Em sequência ao estudo das Cartas às Igrejas da Ásia Menor, refletiremos, nesta aula, a respeito da igreja de Sardes. Contextualizaremos, a princípio, a igreja, destacando sua posição no cenário histórico-geográfico. Em seguida, trataremos a respeito da sua condição espiritual, avaliada como morta pelo Senhor. Ao final, apontaremos a necessidade, não somente para aquela igreja, mas a todas na mesma situação, de um despertamento, movido pelo Espírito e direcionado pela Palavra de Deus.
 
1. A IGREJA DE SARDES
Sardes, fundada em 700 a. C., era uma cidade que vivia do seu passado, como muitas igrejas tradicionais dos dias atuais. Estava localizada a 50 milhas a leste de Éfeso e tornou-se a capital da Lídia no século VII a. C., experimentou tempos gloriosos nos tempos do rei Creso. O orgulho de Sardes foi abatido em 529, quando Crito, o rei da Pérsia, a invadiu, depois de ter cercado a cidade por treze dias. Em 218 a. C., Antíoco Epifânio dominou a cidade, justamente por causa da autoconfiança dos seus líderes. Um motivo para a igreja permanecer alerta, pois, se não procedesse assim, disse Jesus, “virei como um ladrão”, repentinamente (Ap. 3.3). A reconstrução da cidade se deu durante o período de Alexandre, o Grande, sendo dedicada à deusa Cibele, equiparada a deusa Artemis dos gregos. Para os religiosos da cidade, essa deusa era a responsável por dar a vida aos mortos. Mas Cristo revela a essa igreja que conhece as suas obras, e que se envolver com aquela divindade de nada adiantava, já “que tens nome de que vives e estás morto” (Ap. 3.1). Ao longo do tempo, Sardes se tornou um grande centro de promiscuidade sexual, assumindo uma posição de decadência. A igreja de Sardes perdeu a posição de sal da terra e luz do mundo, para ser influenciada pelos valores pagãos (Mt. 5.13-16). A fama de outrora não poderia mais sustentar a posição da igreja. De nada adianta um passado glorioso se já não estamos mais alicerçados sobre os princípios antigamente defendidos e vividos pelos nossos pais.
 
2. UMA IGREJA MORTA
Jesus se revela ao anjo da igreja de Sardes como “o que tem os sete espíritos de Deus e as sete estrelas” (Ap. 3.1). O problema daquela igreja é que ela vivia de aparências, ela tinha “um nome”, era uma igreja, como se costuma dizer, “tradicional”, ou melhor, “clássica”. Na avaliação de Cristo, ela era um cemitério espiritual, isto é, estava morta. O “nome” respeitável que tinha não passava de fachada, os crentes que ali congregavam, do mesmo modo que acontece em algumas igrejas evangélicas brasileiras, eram apenas nominais. Isso porque já constatamos o fenômeno de crentes nominais no meio evangélico, algo bastante comum entre os católicos. Não são poucos os que são filhos de crentes, e mesmo não tendo nascido de novo (Jo. 3.3), se dizem evangélicos. Tantos outros frequentam a igreja apenas para se sentirem bem, para saírem de “bom astral”. A falta de compromisso com as verdades evangélicas está se tornando comum em muitas igrejas. O mundo acaba entrando na igreja, os cristãos de Sardes tinham medo de ser contracultura, por isso, se deixavam levar pela correnteza. O anjo da igreja, ao invés de fazer prevalecer a Palavra de Deus, se deixava controlar pela voz do povo. Para essa igreja, como em tantas hoje que se arvoram cristãs, “a voz do povo era a voz de Deus”. Tremendo engano, pois Jesus, o Senhor, é Aquele que tem as sete estrelas em sua mão direita (Ap. 1.20). Ele conhece profundamente a Sua igreja, sabe quando esta tem apenas reputação, mas lhe falta caráter. A reputação é o que os outros dizem a nosso respeito, o caráter é o que Deus sabe que realmente somos. O Senhor nosso Deus não está preocupado com a aparência das igrejas, se essas têm templos suntuosos, Seu principal cuidado é com as intenções do coração, ele, diferentemente dos homens, vê o interior (I Sm. 16.7). Paulo destaca, naquele tempo, que muitos tinham forma de bondade, mas negavam a eficácia do que defendiam (II Tm. 3.5), esses não passavam de sepulcros caiados, fariseus hipócritas que diziam uma coisa e faziam outra (Mt. 8.22; Lc. 9.60; Ef. 2.1; I Tm. 5.6 e Jo. 5.25). Tal como acontecia nos tempos de Isaias, eles louvavam a Deus com os lábios, mas seus corações estavam longe do Senhor (Is. 29.13).
 
3. CONCLAME AO DESPERTAMENTO
Essa igreja que se encontrava morta diante de Cristo carecia de um despertamento espiritual (Ef. 5.14). Os crentes de Sardes precisavam acordar, o arrependimento era uma condição, a vigilância foi uma ordem do Senhor (Ap. 3.2). Ao invés de se fiar em sua história, fama e glória, a igreja deveria se voltar para a Palavra de Deus, isto é, ao que tinha “recebido e ouvido”. Uma igreja genuinamente evangélica não se gloria na arquitetura dos seus templos, da glória do seu passado, antes está comprometida com a pregação e o ensino da Palavra. A autoridade da igreja não está na sua influência política, muito menos no seu poderio econômico. É a ministração da Palavra de Deus que outorga autoridade à igreja de Jesus Cristo. Uma igreja sem Bíblia nada tem a dizer ao mundo, não passa de religiosidade aparente. Não podemos esquecer-nos do que ouvimos (Fp. 4.9) por intermédio de Jesus Cristo, o Apocalipse de Deus (Hb. 1.1,2), testemunhado pelos Seus apóstolos (I Jo. 1.1) e registrado nas Escrituras (II Tm. 3.16,17). Por isso, os obreiros são instados, pelo Espírito Santo, através de Paulo, a manejarem bem a palavra (II Tm. 2.15), mas a também viverem por meio dessa mesma Palavra (Tg. 1.21). Mas felizmente havia um remanescente fiel na igreja de Sardes, “algumas pessoas que não contaminaram suas vestes”, esses, apesar da hipocrisia eclesiástica, viviam em santidade, tinha um relacionamento com Deus (Ap. 3.4). Do Senhor receberam a seguinte promessa: “de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida e confessarei o seu nome diante de meu pai e diante dos seus anjos” (Ap. 3.5).
 
CONCLUSÃO
As vestes brancas dizem respeito à pureza do crente no céu, já que esses foram purificados no sangue do Cordeiro (Ap. 7.14; 22.14). Eles também serão reconhecidos como cidadãos dos céus, pois seus nomes estão arrolados no livro da vida. Muitos se gloriam da fama e riqueza que conseguiram acumular, até mesmo dos milagres que realizaram, mas a maior alegria do cristão é saber que o seu nome está escrito no céu (Lc. 10.20). Na eternidade, esses receberão o testemunho do próprio Cristo, “portanto, qualquer que me confessar diante dos homens”, diz Jesus, “eu o confessarei diante de meu Pai que está nos céus” (Mt. 10.32). Desperta enquanto há tempo, e que tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas.
 
BIBLIOGRAFIA
LAWSON, S. J. As sete igrejas do Apocalipse. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

STOTT, J. O que Cristo pensa da igreja. Campinas: United Press, 1999.

Fonte: Subsídio EBD

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LEITURA DIÁRIA
Segunda – Rm 6.3 Em CRISTO, somos todos batizados
Terça – Jo 17.2; At 3.15 CRISTO: o Autor da vida
Quarta – Gn 1.3; Lc 1.35; Jo 3.5 O ESPÍRITO SANTO nos dá vida
Quinta – Ef 5.23; 1 Pe 1.17-19 CRISTO resgatou a Igreja com seu precioso sangue
Sexta – Ap 3.3 Devemos nos lembrar do que temos recebido
Sábado – Jr 48.10 Não podemos ser relapsos com o Senhor
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE – Apocalipse 3.1-6
1 E ao anjo da igreja que está em Sardes escreve: Isto diz o que tem os sete Espíritos de DEUS e as sete estrelas: Eu sei as tuas obras, que tens nome de que vives e estás morto. 2 Sê vigilante e confirma o restante que estava para morrer, porque não achei as tuas obras perfeitas diante de DEUS. 3 Lembra-te, pois, do que tens recebido e ouvido, e guarda-o, e arrepende-te. E, se não vigiares, virei sobre ti como um ladrão, e não saberás a que hora sobre ti virei. 4 Mas também tens em Sardes algumas pessoas que não contaminaram suas vestes e comigo andarão de branco, porquanto são dignas disso. 5 O que vencer será vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; e confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos. 6 Quem tem ouvidos ouça o que o ESPÍRITO diz às igrejas.
 
3.1 ESTÁS MORTO. A igreja de Sardes estava espiritualmente morta, e somente uns poucos membros permaneciam fiéis ao evangelho. Exteriormente, parecia viva e ativa, tinha uma reputação de sucesso e espiritualidade. É possível que tivesse uma forma impressionante de adoração, mas não o verdadeiro poder e retidão no ESPÍRITO SANTO. JESUS, no entanto, via os seus corações.
3.4 TENS EM SARDES ALGUMAS PESSOAS. No decurso da história da igreja, sempre houve alguns (i.e., um remanescente) que “não contaminaram suas vestes” e que procuraram manter a simplicidade e pureza de devoção a CRISTO, que os apóstolos e muitos outros conheciam nos dias do NT (2 Co 11.3).
3.5 RISCAREI O SEU NOME. Fica claro que qualquer pessoa que experimenta o novo nascimento, mas que posteriormente deixa de perseverar na fé e de viver vitoriosamente, terá seu nome tirado do livro da vida (ver 2.7). Ter o nome apagado do livro da vida é perder a própria vida eterna (2.7,10,11) e ser finalmente lançado no lago de fogo (20.15). É isso que o ESPÍRITO diz às igrejas (v. 6; 13.8; 17.8; 20.12; 21.17; cf. Êx 32.32).
 
QUINTA CARTA: À IGREJA DE SARDES (Apocalipse – Versículo por Versículo Autor: Severino Pedro da Silva Editora: CPAD Ano: 2002)
 
1. “E AO ANJO da igreja que está em Sardes escreve: isto diz o que tem os sete Espíritos de DEUS, e as sete estrelas: Eu sei as tuas obras, que tens nome de que vives, e estás morto”.
 
I. “…Ao anjo da igreja”. Nada se sabe acerca desse anjo (pastor) da igreja de Sardes, exceto aquilo que poderia ser depreendido do presente texto. Pelo uso da expressão: “tens nome de que vives” dá a entender sua grande popularidade. A História Eclesiástica menciona um “anjo” muito famoso dessa igreja, mas sua estada ali se seu no século II, e não no primeiro; seu nome era Melito. Melito, o Bispo de Sardes, do século II d.C., é mencionado três vezes na “História Eclesiástica” de Eusébio. Melito escreveu uma apologia, dirigida ao imperador romano, em defesa da fé cristã. Ele foi um crente intenso, dotado de grande poder e autoridade na sua geração.
1. SARDES. O nome significa em grego “príncipe de gozo”. Situação Geográfica: encrava-se no pequeno Continente da Ásia Menor. Era essa a capital do antigo reino da Lídia. Originalmente Sardes fora uma fortaleza poderosa, mas Ciro, rei da Pérsia, derrotou esta cidade e outras das redondezas, no ano de (549 a. C.). Essa cidade passou às mãos de Antíoco, o Grande, “Ali, por ocasião em que essa carta estava sendo escrita, achava-se essa Igreja em uma situação espiritual extremamente melindrosa. O processo de declínio de seu pastor fora tão sutil que, na realidade, nem fora observado”. Dois gêneros de mortes estavam rondando este “anjo”: (a) a morte moral (b) a morte espiritual. (Cf. Gn 20.3 e Ef 2.1). Ele se encontrava duplamente morto (cf. Jd v. 12). A igreja é representada pelo seu pastor, mas também é repreendida por CRISTO através do mesmo. Ela é repreendida por viver em situação contraditória: a vitalidade exterior disfarça morte espiritual interior. É uma situação de limite, da qual ela se recuperará mediante “uma lembrança” do que tem recebido e ouvido da parte do Senhor, que diz: “Lembra-te pois do que tens recebido e ouvido, e guarda-o!”.
 
2. “SÊ vigilante, e confirma os restantes, que estava para morrer; porque não achei as tuas obras perfeitas diante de DEUS”.
 
I. “…confirma os restante”. Embora o pastor de Sardes estivesse sendo classificado como “mortos” a vista de DEUS, esta dupla ordem de JESUS CRISTO nos deixa entrever que ainda, na sua vontade, Ele tenta um derradeiro esforço para salvar o restante. Porém, a parte da pregação, deveria fazê-la o pastor. É óbvio, diz M. S. Novah que alguns havia na igreja que ainda tinham um pouco de vida espiritual. Daí JESUS haver dito: “…confirma os restantes, que estavam para morrer”. A recomendação de CRISTO é urgente, e ordena livrar “os que estão destinados à morte”. A expressão “confirma” depreendida do texto em foco, não significa: confirma sua morte, mas, confirma sua fé (cf. At 14.22). O Dr. R. Norman observa que aquela igreja já não estava inteiramente destituída do bem, da vida e da esperança. O que era bom precisava ser melhorado. Ela tinha que ouvi o grito: “Torna-te desperto, e põe-te a vigiar” (Vincent, in loc). Essa é uma tradução literal do que diz o grego (Ef 5.14). O sono deles era um sono letal, a menos que se despertassem.
 
3. “Lembra-te pois do que tens recebido e ouvido, e guarda-o, e arrepende-te. E, se não vigiares, virei sobre ti como um ladrão, e não saberás a que hora sobre ti virei”.
 
I. “…Virei sobre ti como um ladrão”. O leitor deve observar com atenção a frase, “como” antecipando as palavras “um ladrão”.
1. O Dr. Russell Norman Champrin, Ph, D. Grande expoente do Apocalipse, diz que essa frase tem as seguintes significações: (a) De maneira inesperada; (b) Como um laço tristonho para os que não estiverem preparados; (c) Sem nenhuma oportunidade de aviso prévio. As Escrituras que falam da Vinda (Parousia) de CRISTO, como um ladrão, são: *Mt 24.53; Lc 12.38; 1Ts 5.2, 4; Ap 3.3; 16.15). A expressão: “como um ladrão de noite” em (2Pd 3.10), não se aplica à segunda Vinda de CRISTO, mas ao “dia do Juízo Final”, e expurgação de céus e terra. A palavra “ladrão”, com esse sentido, no grego hodierno é Kleptós, indica alguém que normalmente não rouba com violência, mas que obtém sucesso com suas habilidades imprevisíveis, em contraste com outro vocábulo, “Lestes”, que significa “assaltante”, aquele que se apossa do alheio por meio da violência. (As próprias autoridades judiciais distinguem, entre o furto e o roubo). Segundo um exegeta, a frase empregada neste versículo, é “Hleptós”, e indica uma forma “invisível”, “inesperada”, de alguém, em direção de algo precioso, como por exemplo: “um tesouro” (Israel). Sl 135.4: “uma pérola” (a Igreja). Mt 13.44-46 e ss). Esse deva ser o significado do pensamento aqui e nos textos que se seguem.
 
4. “Mas também tens em Sardes algumas pessoas que não contaminaram seus vestidos, e comigo andarão de branco; porquanto são dignos disso”.
 
I. “…e comigo andarão de branco”. O branco é a cor da retidão, da pureza e inocência. Os sacerdotes acusados, mas justificados diante do Sinédrio {O Sinédrio. É o vocábulo grego synedrion (do qual o termo hebraico sanhedrin é uma palavra emprestada). No NT o termo se refere à suprema corte judaica composta de 70 membros e um presidente: O Sumo Sacerdote} eram vestidos com um manto branco como sinal de sua inocência. (Ver o que diz Judas V.23: “…aborrecendo até a roupa manchada da carne”). Esse “andar” referido no presente texto, é presente e escatológico, isto é, em companhia de CRISTO em todos os tempos (cf. Ec 9.8). Durante toda História de Israel, DEUS preservou para Sl um “remanescente”, e durante toda História da Igreja aqui na terra, o mesmo acontecerá. “O remanescente de Israel não cometerá iniqüidade, nem proferirá mentira, e na sua boa não se achará língua enganosa; Porque serão apascentados, deitar-se-ão, e não haverá quem os espante” (Sf 3.13). Verdade é que nem todos em Israel e na Igreja, andariam de branco com JESUS, mas “alguns”. É esta reserva moral que durante todos os períodos de apostasia é louvado pelo Senhor (cf. 1Rs 19.18; Is 1.9; Ez capítulo 9; Rm capítulo 11). Àqueles que não “contaminaram seus vestidos”, JESUS os chamou de “dignos”. Este elogio parece único nas sete Igrejas da Ásia Menor; e só foi dito às pessoas fiéis da igreja de Sardes, pois todo o restante dela estava morto.
5. “O que vencer será vestido de vestes brancas, e de maneira nenhum riscarei o seu nome do livro da vida; e confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos”.
 
I. “…Livro da Vida”. Referências bíblicas ao “Livro da Vida” se acham em (Êx 32.33; Sl 69.28; Dn 12.1; Fl 4.3. Também se pode comparar isso com trechos como Lucas 10.20 e Hebreus 12.23). Passagens similares sobre o mesmo assunto podem ser vistas em (Dn 7.10; Ap 13.8 e 20.12, 15). Há referências nos escritos pagãos às idéias contidas neste versículo. Dentro da astrologia babilônica, poderíamos considerar o próprio Zodíaco como o livro ou tabletes sobre os quais eram escritos a vontade divina e o destino humano.
1. E confessarei o seu nome. A presente passagem lembra o que disse JESUS a seus discípulos: “Portanto, qualquer que me confessar diante dos homens eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus” (Mt 10.32). Isto é, “testificar que pertence a Mim”. No final das contas, o discipulado secreto é impossível, pois depois da Morte de CRISTO, não é mais aceito essa maneira de proceder (Jo 19.38). No contexto de Mateus 10.34 e 39, esta confissão pública de fé em CRISTO acarreta divisões e conflitos, primeiramente na vida da família, depois do mundo.
 
6. “Quem tem ouvidos, ouça o que o ESPÍRITO diz às igrejas”.
 
I. “…Quem tem ouvidos”. A presente recomendação da parte de CRISTO é feita também nos Evangelhos (Mateus e Marcos), sobre a forma: “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça” (Mt 13.9, 43 e Mc 4.23, etc). No texto em foco, a recomendação é feita a todas as igrejas, e se repete nos capítulos 2 e 3 por sete vezes (2.7, 11, 17, 29; 3.6, 13, 22). Os “ouvidos” de um homem são a sua sensibilidade espiritual, e o seu “ouvir” é o uso dos meios espirituais que produzem mudanças em seu íntimo, conforme se vê exigido nas advertências e promessas anteriores. A expressão, no dizer de Vincent: “…é usada sempre acerca de verdades radicais, grandes princípios básicos e grandes promessas”. As sete cartas deveriam ser “lidas” nas igrejas (Ap 1.3). Poucas pessoas poderiam “lê-las” pessoalmente, mas todos poderiam “ouvir” a leitura dessas instruções. “O ouvido que ouve! Um dos mais solenes estudos da Bíblia inteira é aquele concernente ao “ouvido que ouve” (Alford, in loc).
 
 
APOCALIPSE 3:1-6 – TEMA: REAVIVAMENTO OU SEPULTAMENTO – (Estudos no Livro de APOCALIPSE – Hernandes Dias Lopes)
 
INTRODUÇÃO 
1. A história da igreja de Sardes tem muito a ver com a história da cidade de Sardes. A glória de Sardes estava no seu passado. Sardes foi a capital da Lídia no século VII a.C, viveu seu tempo áureo nos dias do rei Creso. Era uma das cidades mais magníficas do mundo nesse tempo.
 
2. Situada no alto de uma colina, amuralhada e fortificada, sentia-se imbatível e inexpugnável. Seus soldados e habitantes pensavam que jamais cairiam nas mãos dos inimigos. De fato a cidade jamais fora derrotada por um confronto direto. Seus habitantes eram orgulhosos, arrogantes, e autoconfiantes.
 
3. Mas a cidade orgulhosa caiu nas mãos do rei Ciro da Pérsia em 529 a.C, quando este cercou a cidade por 14 dias, e quando seus soldados estavam dormindo, ele penetrou com seus soldados por um buraco na muralha, o único lugar vulnerável, e dominou a cidade. Mais tarde, em 218 a.c, Antíoco Epifânio dominou a cidade da mesma forma. E isso por causa da auto­confiança e falta de vigilância dos seus habitantes. Os membros dessa igreja entenderam claramente o que JESUS estava dizendo, quando afirmou: “Sede vigilantes! … senão virei como ladrão de noite”.
 
4. A cidade foi reconstruída no período de Alexandre Magno e dedicada à deusa Cibele. Essa divindade padroeira era creditada com o poder especial de restaurar vida aos mortos. Mas a igreja estava morrendo e só JESUS poderia dar vida aos crentes.
 
5. No ano 17 d.C. Sardes foi parcialmente destruída por um terremoto e reconstruída pelo imperador Tibério. A cidade tornou-se famosa pela alto grau de imoralidade que a invadiu e a decadência que a dominou.
 
6. Quando João escreveu esta carta, Sardes era uma cidade rica, mas totalmente degenerada. Sua glória estava no passado e seus habitantes entregavam-se agora aos encantos de uma vida de luxúria e prazer. A igreja tornou-se como a cidade. Em vez de influenciar, foi influenciada. Era como sal sem sabor ou uma candeia escondida. A igreja não era nem perigosa nem desejável para a cidade de Sardes.
 
7. É nesse contexto que vemos JESUS enviando esta carta à igreja. Sardes era uma poderosa igreja, dona de um grande nome. Uma igreja que tinha nome e fama, mas não vida. Tinha performance, mas não integridade. Tinha obras, mas não dignidade.
 
8. A esta igreja JESUS envia uma mensagem revelando a necessidade imperativa de um poderoso reavivamento.Uma atmosfera espiritual sintética substituía o ESPÍRITO SANTO naquela igreja. Ela substituía a genuína experiência espiritual por algo simulado. A igreja estava caindo num torpor espiritual e precisava de reavivamento. O primeiro passo para o reavivamento é ter consciência de que há crentes mortos e outros dormindo que precisam ser despertados.
 
9. Não é diferente o estado da igreja hoje. Ao sermos confrontados por aquele que anda no meio dos candeeiros, precisamos também tomar conhecimento da nossa necessidade de reavivamento hoje. Devemos olhar para esta carta não como uma relíquia, mas como um espelho, em que nos vemos a nós mesmos.
 
I. A NECESSIDADE DO REAVIVAMENTO
1. Quando há crentes que só têm o nome no rol da igreja, mas ainda estão mortos espiritualmente, ou seja, ainda não são convertidos – v. 1
• A igreja vivia de aparências – As palavras de JESUS à igreja foram mais bombásticas do que o terremoto que destruiu a cidade no ano 17 d.C. A igreja tinha adquirido um nome. A fama da igreja era notável. A igreja gozava de grande reputação na cidade. Nenhuma falsa doutrina estava prosperando na comunidade. Não se ouve de balaamitas, nem dos nicolaítas, nem mesmo dos falsos ensinos de Jezabel. Aos olhos dos observadores parecia ser uma igreja viva e dinâmica. Tudo na igreja sugeria vida e vigor, mas a igreja estava morta. Era uma igreja apenas de rótulo, de aparência. A maioria dos seus membros ainda não eram convertidos. O diabo não precisou perseguir essa igreja de fora para dentro, ela já estava sendo derrotada pelos seus próprios pecados.
• A igreja parecia mais um cemitério espiritual, do que um jardim cheio de vida – Não nos enganemos acerca de Sardes. Ela não é o que o mundo chamaria de igreja morta. Talvez ela seja considerada viva mesmo pelas igrejas irmãs. Nem ela própria tinha consciência do seu estado espiritual. Todos a reputavam como igreja viva, florescente; todos, com exceção de CRISTO. Parecia estar viva, mas na verdade estava morta. Tinha um nome respeitável, mas era só fachada. Quando JESUS examinou a igreja mais profundamente, disse: “Não achei as suas obras íntegra diante do meu DEUS” (v. 2). J. I. Packer diz que há igrejas cujos cultos são solenes, mas são como um caixão florido, lá dentro tem um defunto.
• A reputação da igreja era entre as pessoas e não diante de DEUS -A igreja tinha fama, mas não vida. Tinha pompa, mas não Pentecoste. Tinha exuberância de vida diante dos homens, mas estava morta diante de DEUS. DEUS não vê como vê o homem. A fama diante dos homens nem sempre é glória diante de DEUS. Aquela igreja estava se transformando apenas em um clube.
• A fé exercida pela igreja era apenas nominal – O Cristianismo da igreja era apenas nominal. Seus membros pertenciam a CRISTO apenas de nome, porém não de coração. Tinham fama de vivos; mas na realidade estavam mortos. Fisicamente vivos, espiritualmente mortos.
Ilustração: O pastor que anunciou o funeral da igreja. E colocou espelho no fundo do caixão.
 
2. Quando há crentes que estão no CTI espiritual em adiantado estado de enfermidade espiritual – v. 2
• Na igreja havia crentes espiritualmente em estado terminal – A maioria dos crentes apenas tinha seus nomes no rol da igreja, mas não no Livro da Vida. Mas havia também crentes doentes, fracos, em fase terminal. O mundanismo adoece a igreja. O pecado mata a vontade de buscar as coisas de DEUS. O pecado mata os sentimentos mais elevados e petrifica o coração. No começo vem dúvidas, medo, tristeza, depois a consciência cauteriza, perde a vergonha. Ilustração: A bebida é a mistura do sangue do pavão, leão, macaco e porco.
 
3. Quando há crentes que embora estejam em atividade na igreja, levam uma vida sem integridade – v. 2
• Esses crentes têm vida dupla – Suas obras não são íntegras. Eles trabalham, mas apenas sob as luzes da ribalta. Eles promovem seus próprios nomes e não o de CRISTO. Buscam a sua própria glória e não a de CRISTO. Honram a DEUS com os lábios, mas o coração está longe do Senhor (Is 29:13). Os cultos são solenes, mas sem vida, vazios de sentido. A vida dos seus membros estava manchada pelo pecado.
• Esses crentes são como os hipócritas – dão esmolas, oram, jejuam, entregam o dízimo, com o fim da ganhar a reputação de serem religiosos. Eles são como sepulcros caiados. Ostentam aparência de piedade, mas negam seu poder (2 Tm 3:5). E formalidade sem poder, reputação sem realidade, aparência externa sem integridade interna, demonstração sem vida.
• Esses crentes vivem um simulacro da fé, um faz-de-conta da religião – Cantam hinos de adoração, mas a mente está longe de DEUS. Pregam com ardor, mas apenas para exibir sua cultura. DEUS quer obediência, a verdade no íntimo. Caim ofertou a DEUS, mas sua vida e seu culto foram rejeitados. O povo na época de Isaías comparecia ao templo, mas DEUS estava cansado de suas cerimônias pomposas sem o acompanhamento da vida santa. Ananias e Safira ofertam, mas para a promoção de seus próprios nomes. Em Sardes os crentes estão falsamente satisfeitos e confiantes; são falsamente ativos, falsamente devotos e falsamente fiéis.
 
4. Quando há crentes se contaminando abertamente com o mundanismo – v. 4
• A causa da morte da igreja de Sardes era não a perseguição, nem a heresia, mas o mundanismo – Onde reina a morte pelo pecado, não há morte pelo martírio. A maioria dos crentes estava contaminando as suas vestiduras. Isso é um símbolo da corrupção. O pecado tinha se infiltrado na igreja. Por baixo da aparência piedosa daquela respeitável congregação havia impureza escondida na vida de seus membros.
• Viviam uma vida moralmente frouxa – O mundo estava entrando dentro da igreja. A igreja estava se tornando amiga do mundo, amando o mundo e se conformando com ele. O fermento do mundanismo estava se espalhando na massa e contaminando a maioria dos crentes.
Os crentes não tinham coragem de ser diferentes. Eram como Sansão (Jz 14:10) e não como Daniel (Dn 1:8), que resolveu firmemente em seu coração não se contaminar.
 
II. OS IMPERATIVOS PARA O REAVIVAMENTO
• Aqui estão cinco imperativos de JESUS para a igreja: 1) Sê vigilante; 2) Fortaleça ou consolida o que resta; 3) Lembre-se; 4) Obedeça; 5) Arrependa-se.
• Podemos sintetizar esses imperativos de JESUS, em três aspectos básicos:
 
1. Uma volta urgente à Palavra de DEUS – v. 3
• O que é que eles ouviram e deviam lembrar, guardar e voltar? A Palavra de DEUS – A igreja tinha se apartado da pureza da Palavra. O reavivamento é resultado dessa lembrança dos tempos do primeiro amor e dessa volta à Palavra. Uma igreja pode ser reavivada quando ela volta ao passado e lembra os tempos antigos, do seu fervor, do seu entusiasmo, da sua devoção a JESUS. Deixemos que a história passada nos desafie no presente a voltarmos para a Palavra de DEUS.
• Lembra-te – “presente imperativo” = segue recordando, nunca esqueça de recordar. Arrepende-te – “aoristo imperativo” = ação completada. Um momento de fazer opção e deixar o mundo para trás, um corte radical com o estilo de vida mundano. Guarda-o – “presente imperativo” = Não deixe de guardar o evangelho. Observa-o. Obedeça-o. Deixe de ser um crente claudicante, que está firme hoje e capenga amanhã.
• Quando uma igreja experimenta um reavivamento ela passa a ter fome da Palavra – O primeiro sinal do reavivamento é a volta do povo de DEUS à Palavra. Os crentes passam a ter fome de DEUS e da sua Palavra. Começam a se dedicar ao estudo das Escrituras. Abandonam o descaso e a negligência com a Palavra.
• A Palavra torna-se doce como o mel. As antigas veredas se fazem novas e atraentes. A Palavra torna-se viva, deleitosa, transformadora.
• O verdadeiro avivamento é fundamentado na Palavra, orientado e limitado por ela – Ele tem na Bíblia a sua base, sua fonte, sua motivação, seu limite e seus propósitos.
• Avivamento não pode ser confundido com liturgia animada, com culto festivo, inovações litúrgicas, obras abundantes, dons carismáticos, milagres extraordinários. O reavivamento é bíblico ou não vem de DEUS.
 
2. Uma volta à vigilância espiritual – v. 2
• Sardes caiu porque não vigiou – A cidade de Sardes fora invadida e dominada duas vezes porque se sentia muito segura e não vigiou. JESUS alerta a igreja que se ela não vigiar, se ela não acordar, ele virá a ela como o ladrão de noite, inesperadamente. Para aqueles que pensam que estão salvos, mas ainda não se converteram, aquele dia será dia de trevas e não de luz (Mt 7:21-23).
• A igreja precisa estar vigilante contra as ciladas de Satanás, contra a tentação do pecado – Fuja de lugares, situações, pessoas. Cuidado com a vaidade do mundo.
• Alguns membros da igreja em Sardes estavam sonolentos e não mortos – E JESUS os exorta a se levantarem desse sono letárgico (Ef 5:14). Há crentes que estão dormindo espiritualmente. São acomodados, indiferentes às coisas de DEUS. Não têm apetite espiritual. Não vibram com as coisas celestiais.
• Os crentes fiéis (v. 4) precisam fortalecer os que estavam com um pé na cova e arrancar aqueles que estavam se contaminando com o mundo – Precisamos vigiar não apenas a nós mesmos, mas os outros também. Uma minoria ativa pode chamar de volta a maioria da morte espiritual. Um remanescente robusto pode fortalecer o que resta e que estava para morrer (v. 4).
• Precisamos vigiar e orar – Os tempos são maus. As pressões são muitas. Os perigos são sutis. O diabo não atacou a igreja de Sardes com perseguição nem com heresia, mas minou a igreja com o mundanismo. Os crentes não estão sendo mortos pela espada do mundo, mas pela amizade com o mundo.
• A igreja de Sardes não era uma igreja herética e apóstata – Não havia heresias nem falsos mestres na igreja. A igreja não sofria perseguição, não era perturbada por heresias, não era importunada por oposição dos judeus. Ela era ortodoxa, mas estava morta. O remanescente fiel devia estar vigilante para não cair em pecado e também para preservar uma igreja decadente da extinção, restabelecendo sua chama e seu ardor pelo Senhor.
 
3. Uma volta à santidade – v. 4
• O torpor espiritual em Sardes não tinha atingido a todos – Ainda havia algumas pessoas que permaneciam fiéis a CRISTO. Embora a igreja estivesse cheia, havia apenas uns poucos que eram crentes verdadeiros e que não haviam se contaminado com o mundo. A maioria dos crentes estava vivendo com vestes manchadas, e não tendas obras íntegras diante de DEUS.
• As vestes sujas falam de pecado, de impureza, de mundanismo -Obras sem integridade falam de caráter distorcido, de motivações erradas, de ausência de santidade.
 
III. O AGENTE DO REAVIVAMENTO
1. JESUS conhece o estado da igreja – v. 1
• JESUS conhece as obras da igreja – Ele conhece a nossa vida, nosso passado, nossos atos, nossas motivações. Seus olhos são como chama de fogo. Ele vê tudo e a tudo sonda.
• A vê que a igreja de Esmirna é pobre, mas aos olhos de DEUS é rica. Ele vê que na igreja apóstata de Tiatira, havia um remanescente fiel. Ele vê que a igreja que tem uma grande reputação de ser viva e avivada como Sardes, está morta. Ele vê que uma igreja que tem pouca força como Filadélfia tem uma porta aberta. Ele vê que uma igreja que se considera rica e abastada como Laodicéia não passa de uma igreja pobre e miserável.
• JESUS conhece também esta igreja. Sabe quem somos, como estamos e do que precisamos.
 
2. JESUS é o dono da igreja – v. 1
• Ele tem as sete estrelas – As estrelas são os anjos das sete igrejas. As estrelas estão nas mãos de JESUS. A igreja pertence a JESUS. Ele controla a igreja. Ele tem autoridade e poder para restaurar a sua igreja. Ele disse que as portas do inferno não prevaleceriam contra a sua igreja. Ele pode levantar a igreja das cinzas. Ele tem tudo em suas mãos.
• CRISTO é o dono da igreja. Ele tem cuidado da igreja. Ele a exorta, consola, cura e restaura.
 
3. JESUS é quem pode reavivar a igreja por meio do seu ESPÍRITO – v. 1
• JESUS tem e oferece a plenitude do ESPÍRITO SANTO à igreja – O
problema da igreja de Sardes era morte espiritual; CRISTO é o que tem o ESPÍRITO SANTO, o único que pode dar vida. A igreja precisa passar por um avivamento ou enfrentará um sepultamento. Somente o sopro do ESPÍRITO pode trazer vida para um vale de ossos secos. O profeta Ezequiel fala sobre o vale de ossos secos. “Filho do homem, poderão reviver esses ossos? Senhor DEUS, tu o sabes”.
• Uma igreja morta, enferma e sonolenta precisa ser reavivada pelo ESPÍRITO SANTO – Só o ESPÍRITO SANTO pode dar vida, e restaurar a vida. Só o sopro de DEUS pode fazer com que o vale de ossos secos transforme-se num exército. JESUS é aquele que tem o ESPÍRITO e o derrama sobre a sua igreja.
• É pelo poder do ESPÍRITO que a igreja se levanta da morte, do sono e do mundanismo para servir a DEUS com entusiasmo.
• JESUS é quem envia o ESPÍRITO à igreja para reavivá-la – O ESPÍRITO SANTO é o ESPÍRITO de vida para uma igreja morta. Quando ele sopra, a igreja morta e moribunda levanta-se. Quando ele sopra nossa adoração formal passa a ter vida exuberante. Quando ele sopra os crentes têm deleite na oração. Quando ele sopra os crentes são tomados por uma alegria indizível. Quando ele sopra os crentes testemunham de CRISTO com poder.
• A Palavra diz que devemos orar no ESPÍRITO, pregar no ESPÍRITO, adorar no ESPÍRITO, viver no ESPÍRITO e andar no ESPÍRITO. Uma igreja inerte só pode ser reavivada por ele. Uma igreja sonolenta só pode ser despertada por ele. Uma igreja fraca, fortalecida. Uma igreja morta, receber vida.
• Oh! que sejamos crentes cheios do ESPÍRITO de CRISTO. Uma coisa é possuir o ESPÍRITO, outra é ser possuído por ele. Uma coisa é ser habitado pelo ESPÍRITO, outra é ser cheio do ESPÍRITO. Uma coisa é ter o ESPÍRITO residente, outra é ter o ESPÍRITO presidente.
 
IV. AS BÊNÇÃOS DO REAVIVAMENTO
1. Santidade agora, é garantia de glória no futuro – v. 5
• A maioria dos crentes de Sardes tinha contaminado suas vestiduras, isto é, tornaram-se impuros pelo pecado. O vencedor receberia vestes brancas, símbolo de festa, pureza, felicidade e vitória. Sem santidade não há salvação. Sem santificação ninguém verá a DEUS. Sem vida com DEUS aqui, não haverá vida com DEUS no céu. Sem santidade na terra não há glória no céu.
 
2. Quem não se envergonha de CRISTO agora, terá seu nome proclamado no céu por CRISTO – v. 5
• Quando uma pessoa morre, tiramos o atestado de óbito. Tira o nome do livro dos vivos. Os nomes dos mortos não constam no registro dos vivos. O salvo jamais será tirado do rol do céu.
• Aqueles que estão mortos espiritualmente e negam a CRISTO nesta vida não têm seus nomes escritos no livro da Vida. Mas aqueles que confessam a CRISTO, e não se envergonham do seu nome, terão seus nomes confirmados no livro da vida e seus nomes confessados por CRISTO diante do Pai. Os crentes fiéis confessam e são confessados.
• Nosso nome pode constar do registro de uma igreja sem estar no registro de DEUS. Ter apenas a reputação de estar vivo é insuficiente. Importa que o nosso nome esteja no livro da vida a fim de que seja proclamado por CRISTO no céu (Mt 10:32).
 
CONCLUSÃO
Quem tem ouvidos, ouça o que ESPÍRITO diz às igrejas! Que DEUS envie sobre nós, nestes dias, um poderoso reavivamento!
 
INTERAÇÃO
Prezado professor, estudaremos nesta lição acerca da igreja de Sardes. A igreja se encontrava morta espiritualmente. Aparentemente estava bem, o seu exterior físico era excelente. No entanto, podemos definir essa igreja da mesma maneira que CRISTO definiu os escribas e os fariseus: “Pois que sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda imundícia” (Mt 23.27).
 
OBJETIVOS – Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Identificar os problemas pertinentes a igreja de Sardes.
Compreender que não podemos viver de aparência.
Reconhecer que somente o ESPÍRITO SANTO pode vivificar uma igreja espiritualmente morta.
 
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA 
Professor, para concluir a lição deste domingo, explique aos alunos que mesmo sendo uma igreja morta espiritualmente, Sardes abarcava remanescentes fiéis ao Senhor. Diga a eles que atualmente há igrejas que se encontram como a de Sardes: mortas na vida espiritual. Mas, graças ao Senhor, há dentro dessas igrejas homens e mulheres que permanecem fiéis a DEUS. A carta à Igreja de Sardes é um aviso de CRISTO para que não nos descuidemos da comunhão com Ele.
 
RESUMO DA LIÇÃO 7, SARDES, A IGREJA MORTA
I. A IGREJA EM SARDES
1. A cidade de Sardes.
2. A igreja em Sardes.
II. A IDENTIFICAÇÃO DO MISSIVISTA
1. O que tem os sete Espíritos de DEUS (Ap 3.1).
2. Os sete Espíritos de DEUS.
 3. As sete estrelas.
III. A DOENÇA E A MORTE DE UMA IGREJA
1. Perda de memória.
2. Desleixo.
3. Descaso para com o remanescente fiel.
 
SINOPSE DO TÓPICO (1)
Situada em uma região próspera, a igreja de Sardes, outrora avivada, agora vive de aparência.
SINOPSE DO TÓPICO (2)
O ESPÍRITO de SANTO é aquele que pode vivificar uma igreja espiritualmente morta.
SINOPSE DO TÓPICO (3)
Apesar de morta espiritualmente, havia na igreja de Sardes alguns remanescentes fiéis e fervorosos.
 
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO – Subsídio Teológico
“O que Tem os Sete Espíritos
JESUS declara ser o que possui os sete Espíritos de DEUS. Sete é o número da perfeição e da plenitude. Isto não significa que haja sete Espíritos Santos. Há apenas um ESPÍRITO de DEUS. Mas quando o ESPÍRITO chega, vem pleno e com perfeição de poder. Apenas um espírito cheio de energia pode inflamar os corações, dar energia ao louvor, convencer do pecado, quebrantar, tirar o fardo e habilitar ministros.
A chave para o reavivamento nesta – e em todas as igrejas mortas – está com CRISTO. Apenas JESUS pode derramar o ESPÍRITO sobre uma congregação. E apenas o ESPÍRITO SANTO pode reavivar a igreja. O reavivamento acontece apenas através da prerrogativa divina, jamais pela vontade humana. O profeta Zacarias disse: ‘Não por força nem por violência, mas pelo meu ESPÍRITO, diz o Senhor dos Exércitos (Zc 4.6)'” (LAWSON, Steven J. As Setes Igrejas do Apocalipse: O Alerta Final para o seu povo. 5.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004, pp.143,44).
 
VOCABULÁRIO
Inexpugnável: Inconquistável.
Irmanados: Unidos como irmãos; emparelhados.
Necrosar-se: Gangrenar-se; destruir-se.
Caiadura: Disfarce, dissimulação, falsa aparência.
Sétupla: Número que vale sete vezes outros.
Causa Mortis: Lat. Causa da morte.
Relapsa: Que ou aquele que é negligente no cumprimento de suas obrigações; relaxado.
Necrotério: Local onde ficam os cadáveres.
 
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
HORTON, Stanley M. Apocalipse. As coisas que brevemente devem acontecer. 2. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2001.
LAWSON, Steven J. As Setes Igrejas do Apocalipse: O Alerta Final para o seu povo. 5.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.SAIBA MAIS
SAIBA MAIS – Revista Ensinador Cristão – CPAD, nº 50, p.39.
 
QUESTIONÁRIO DA LIÇÃO 7, SARDES, A IGREJA MORTA
Responda conforme a revista da CPAD do 2º Trimestre de 2012
Complete os espaços vazios e marque com “V” as respostas verdadeiras e com “F” as falsas
TEXTO ÁUREO
1- Complete:
“Desperta, ó tu que __dormes__, e levanta-te dentre os __mortos__, e CRISTO te __esclarecerá__” (Ef 5.14).
 
VERDADE PRÁTICA
2- Somente quem pode reavivar a Igreja e levá-la a posicionar-se como a agência por excelência do Reino de DEUS?
(    ) O ESPÍRITO SANTO
 
I. A IGREJA EM SARDES
3- Como era a cidade de Sardes?
(    ) A cidade de Sardes situava-se a quinhentos metros acima do nível do mar
(    ) A cidade de Sardes considerava-se inexpugnável.
(    ) A cidade de Sardes orgulhava-se também de seus fabulosos tesouros.
(    ) Suas abundâncias vinham, em parte, do rio Pactolos, que lhe fornecia ouro e prata em grandes quantidades.
(    ) Suas águas, de tão excelentes, eram tidas como indispensáveis à boa saúde.
(    ) Sardes fazia parte do Reino da Lídia, cujos monarcas tornaram-se notórios por sua magnificência.
(    ) Quem visita, hoje, a Turquia, espanta-se com as ruínas de Sardes. Nem sombra há daquele reino que se elevava aos céus.   
 
4- Quem foi Creso?
(    ) Ascendendo ao trono no sexto século a.C., este rei acumulou tantos bens, que o seu nome veio a tornar-se sinônimo de riqueza.
(    ) No mundo antigo, este ditado era corrente: “Rico como Creso”.
 
5- Como era a igreja em Sardes?
(    ) Fundada provavelmente pelo apóstolo Paulo, a igreja em Sardes exalava abundante vida.
(    ) De um amontoado de gente oriunda de várias etnias, o ESPÍRITO SANTO batizou a todos no corpo de CRISTO (Rm 6.3).
(    ) Apesar da diversidade cultural, todos agora achavam-se irmanados no Autor da vida (Nm 27.16; Jo 17.2; At 3.15).
(    ) Não demorou muito, e Sardes começou a necrosar-se.
(    ) A igreja em Sardes morria e não percebia que estava morrendo (Ap 3.1).
(    ) Sardes, agora, vivia de aparências.
(    ) Embora parecesse avivada, jazia sem vida.
(    ) Sua liturgia até lembrava o cenáculo, mas não passava de uma bem ritmada marcha fúnebre.
 
6- Qual o retrato de algumas igrejas, hoje?
(    ) No exterior, a caiadura bela; no interior, o acúmulo de mortos (Mt 23.27).
 
II. A IDENTIFICAÇÃO DO MISSIVISTA
7- Como JESUS apresenta-se a igreja em Sardes?
(    ) Como aquele que tem os sete Espíritos de DEUS.
(    ) Dessa forma, o Senhor realça a ação plena do ESPÍRITO SANTO na Igreja de CRISTO.
(    ) Somente o Consolador pode vivificar uma igreja morta.
 
8- Se buscarmos a DEUS, o Senhor JESUS assoprará sobre nós o seu ESPÍRITO – O que acontecerá, então?
(    ) Cada osso com o seu osso se ajuntará; os nervos e tendões aparecerão e as carnes vestirão todos os esqueletos, prontificando-nos como o poderoso exército de Jeová (Ez 37).  
 
9- Se Sardes estava morta, carecia com urgência do ESPÍRITO da vida (Rm 8.2). Por que?
(    ) Era urgente que Sardes soubesse: sem o ESPÍRITO SANTO, a vida é impossível.
(    ) Foi Ele quem transmitiu movimento e beleza a uma terra sem forma e vazia (Gn 1.1,2).
(    ) No ventre da virgem de Nazaré, concebeu o Filho de DEUS (Lc 1.35).
(    ) No Pentecostes, derramou-se sobre os discípulos (At 2.1-4).
(    ) Sem o ESPÍRITO SANTO, não há regeneração, pois o novo nascimento é operado por Ele (Jo 3.5).
 
10- O que quer dizer “os sete Espíritos de DEUS”?
Existe apenas um __único__ ESPÍRITO SANTO (Ef 4.4). Sua ação, todavia, é tão perfeita e eficaz, que __Isaías__ setuplamente o descreve: “E repousará sobre ele o ESPÍRITO do Senhor, e o ESPÍRITO de sabedoria e de inteligência, e o ESPÍRITO de conselho e de fortaleza, e o ESPÍRITO de conhecimento e de temor do Senhor” (Is 11.2). Através da sétupla ação do ESPÍRITO SANTO, o Senhor JESUS traz novamente __vida__ as igrejas que, à semelhança de Sardes, deixaram-se __esvaziar__ de DEUS.
 
11- Por que os pastores, no Apocalipse, são representados como as sete estrelas que se acham na destra do Cordeiro (Ap 1.20; 3.1)?
(    ) Apresenta-se JESUS, também, como o soberano da Igreja.
(    ) Tanto local, quanto universalmente, Ele é a cabeça da Igreja, pois resgatou-a com o seu precioso sangue (Ef 5.23; 1 Pe 1.17-19).
(    ) Se alguém quer brilhar, que brilhe nas mãos do Senhor como luz de um mundo que jaz no maligno.
 
III. A DOENÇA E A MORTE DE UMA IGREJA
12- Como era Sardes aos olhos das demais igrejas e como era à vista por JESUS?
(    ) Sardes exibia-se bela e viva aos olhos das demais igrejas.
(    ) Aos olhos de CRISTO, não passava de um defunto bem produzido.
(    ) Sua certidão de óbito já estava lavrada com a explicitação da causa mortis.
 
13- Qual a primeira doença a atingir a igreja em Sardes?
(    ) Foi a perda de sua memória espiritual.
(    ) Embora vivesse do passado, já não conseguia lembrar-se do que recebera de DEUS.
(    ) A exortação do Senhor é urgente: “Lembra-te, pois, do que tens recebido e ouvido, e guarda-o, e arrepende-te” (Ap 3.3).
 
14- Qual a diferença entre Sardes e Éfeso?
(    ) A situação de Sardes era mais grave do que a de Éfeso.
(    ) Éfeso ainda podia lembrar-se do primeiro amor e voltar ao local onde caíra.
(    ) Sardes, posto já estar morta, carecia de uma ressurreição; um grande e poderoso reavivamento.
(    ) O Senhor JESUS, porém, tanto nos restaura a memória espiritual, como nos faz ressurgir dentre os mortos (Ef 5.14).
 
15- Qual a segunda doença de Sardes?
(    ) Desleixo.
 
16- Embora não sejamos perfeitos, nossas obras têm de primar pela excelência. Complete:
A igreja em Sardes desprezando o padrão divino, fizera-se tão relapsa, que o Senhor já não a __suportava__: “Não achei as tuas obras perfeitas diante de DEUS” (Ap 3.2).  No âmbito do Reino de DEUS, a __perfeição__ é o padrão mínimo aceitável, conforme recomenda o apóstolo: “se é ministério, seja em ministrar; se é ensinar, haja dedicação ao ensino; ou o que exorta, use esse dom em exortar; o que reparte, faça-o com liberalidade; o que preside, com cuidado; o que exercita misericórdia, com alegria” (Rm 12.7.8). A perfeição na Igreja de CRISTO só é possível se __amarmos__ o CRISTO da Igreja. De que forma tratamos a Obra de DEUS? Lembremo-nos da advertência de Jeremias: “Maldito aquele que fizer a obra do Senhor __fraudulentamente__!” (Jr 48.10).
 
17- Complete segundo o descaso para com o remanescente fiel:
No __necrotério__ de Sardes, havia alguns crentes que ainda respiravam. E o Senhor estava preocupado com eles: “Sê vigilante e confirma o restante que estava para morrer, porque não achei as tuas obras __perfeitas__ diante de DEUS” (Ap 3.2). JESUS queria preservar a vida daqueles poucos homens e mulheres que não haviam contraído as moléstias deste século: orgulho, rebelião, adultério, fornicação, __heresias__, roubo, cobiça, calúnias. É hora de confirmar os que ainda respiram. Confirmemo-los através da Palavra de DEUS, da oração, da comunhão dos santos e do serviço evangelístico e __missionário__. Quanto aos que já morreram, que ouçam a voz de Nosso Senhor JESUS CRISTO: “Desperta, ó tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e CRISTO te esclarecerá” (Ef 5.14).
 
CONCLUSÃO
18- Complete:
Se o anjo da igreja em Sardes não cumprisse os seus deveres, teria o nome __riscado__ do Livro da Vida: “O que vencer será vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; e confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos” (Ap 3.5). Sabe o que isso significa? __Separação__ eterna de DEUS. Sim, desempenhar o ministério cristão de forma __relapsa__ e profana pode levar o obreiro a comprometer a própria salvação. Muito cuidado! Finalmente, irmãos, a Igreja de CRISTO é lugar de __vivos__. Nosso DEUS não é DEUS de mortos (Mc 12.27).
 
 
RESPOSTAS DO QUESTIONÁRIO EM http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm
 
AJUDA
CPAD – http://www.cpad.com.br/ – Bíblias, CD’S, DVD’S, Livros e Revistas. BEP – Bíblia de Estudos Pentecostal.
VÍDEOS da EBD na TV, DE LIÇÃO INCLUSIVE – http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm
BÍBLIA ILUMINA EM CD – BÍBLIA de Estudo NVI EM CD – BÍBLIA Thompson EM CD.
BANCROFT, E. H. Teologia Elementar. São Paulo, IBR, 1975.
CEGALLA, D. P. Novíssima Gramática da Língua Portuguesa. São Paulo, Companhia Editora Nacional, 1977.
BÍBLIA. Português. Bíblia Sagrada. Edição contemporânea. São Paulo, Vida, 1994.
McNAIR, S. E. A Bíblia Explicada. Rio de Janeiro, CPAD, 1994.
Espada Cortante 1 e 2 – Orlando S. Boyer – CPAD – Rio de Janeiro – RJ
CHAMPLIN, R. N. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. 5. ed. São Paulo: Hagnos, 2001. v. 1
VOS, Howard F.; REA, John. Dicionário Bíblico Wycliffe. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.
VINE, W. E.; UNGER, Merril F.; WHITE JR, William. Dicionário Vine. 2. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.
GILBERTO, Antonio. A BÍBLIA Através dos Séculos. Rio de Janeiro: CPAD, 1987. HORTON, Stanley. Teologia Sistemática. Rio de Janeiro: CPAD, 1996.
Benjamin F. GUTIÉRREZ e Leonildo S. CAMPOS, Na força do ESPÍRITO, p. 286.
Peq.Enc.Bíb. – Orlando Boyer – CPAD
Introdução e Comentários de Francis I.Andersen – Sociedade Religiosa Edições Vida Nova – S.Paulo – SP
Mateus, introdução e comentário – Série cultura bíblica – R. V. G. Tasker – Editora: Vida Nova
Apocalipse – Versículo por Versículo Autor: Severino Pedro da Silva Editora: CPAD Ano: 2002
http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/imagens_do_apocalipse.htm
http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao1-vemofim-ofimvemadoutrinadasultimascoisas.htm
http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao6-dlld-deuscomandafuturo.htm
http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao13-mii-3tr11-aplenitudedoreinodedeus.htm
Estudos no Livro de APOCALIPSE – Hernandes Dias Lopes
 
Fonte: A Paz do Senhor
 
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