Category Archives: ACONSELHAMENTO FAMILIAR

1 Tm. 5.8: Mas, se alguém não cuida dos seus, e especialmente dos da sua família, tem negado a fé, e é pior que um incrédulo.

O Propósito de Deus para a Família

“E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais domésticos, e sobre toda a terra, e sobre todo réptil que se arrasta sobre a terra. Criou, pois, Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. Então Deus os abençoou e lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos; enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra”. Gn 2:23-24

“Então disse o homem: Esta é agora osso dos meus ossos, e  carne da minha carne; ela será chamada varoa, porquanto do  varão foi tomada. Portanto deixará o homem a seu pai e a sua  mãe, e unir-se-á à sua mulher, e serão uma só carne”.

Vamos lançar uma pedra fundamental para tudo que vamos falar  com respeito à família:

– O Senhor é o autor da família.

Que novidade !!!

Nossa função não é trazer novidades, mas repetir a verdade até que ela tome forma em nosso coração e nas nossas vidas.

– Deus é o autor do casamento, da família, do matrimônio.

Antes da fundação do mundo, antes da queda do homem, antes do pecado, Deus instituiu a família e a vida familiar. Antes que houvesse qualquer outra instituição humana, Deus criou a família. É a primeira e básica instituição.

Infelizmente, existem hoje muitos livros que falam sobre a família (até mesmo nas livrarias evangélicas) falam da família, mas tem como base o homem. Começam com o homem e a família, depois Deus com um aditivo, uma coisa para colocar coesão e um pouco de harmonia na vida familiar. Na frouxa e desregrada vida familiar.

Vem a família e depois Deus como um meio de ajudar e abençoar a família. NÃO É ASSIM !

Antes de tudo o Senhor, depois, segundo a sua vontade, Ele constituiu as famílias. Se compreendermos isso o resto vai ser fácil de aprender, compreender e aceitar.

A família começa em Deus. E se o Senhor é o criador da família Ele sabe para que foi feita.

Se queremos saber o propósito para se viver em família, qual o sentido, temos que perguntar para aquele que criou a família. A família não foi instituída por sociólogos.

Quanto não entendemos o propósito de Deus para a família, quando não sabemos o que estava no coração de Deus quando instituiu a família, podemos cair numa série de erros, propósitos e despropósitos os mais variados.

Muita gente está constituindo família, mas por não conhecer o propósito de Deus, estão constituindo família por outros propósitos quaisquer.

Vamos ver alguns erros mais comuns por não conhecer o propósito de Deus:

1 – Casam sem objetivo nenhum (o mais comum):

Não tem propósito, casam porque dá vontade de casar, toda a vida é uma seqüência de coisas despropositadas. Não há propósito. Quando é assim vem os filhos e é um sério problema !!! Os filhos se tornam um sério problema, porque não tem objetivo. Mas como tudo aconteceu e com ele é tudo assim, vai levando os filhos como dá.

Infelizmente, muitos cristãos estão se casando assim, nessa situação.

2 – Objetivos supérfluos. Objetivos errados, por exemplo:

Adquirir bens, prosperar. Levar sua família adiante pelo entusiasmo das compras. “Agora vamos comprar uma sala nova” e a família anda mais três meses porque agora tem uma sala nova. (Leva a

Família pelo entusiasmo da compras).

Quando éramos recém-casados: faltava um abridor, corria para comprar …

Isso pode fazer parte, mas não serve como propósito. Não podemos levar a família adiante com estes propósitos.

Alguns se lançam a buscar dinheiro, buscar prosperidade e riquezas. Tem a família como base debaixo dele para buscar riqueza e prosperidade e destroem sua vida familiar. (Ex.: artistas, atletas, milionários famosos – onde estão suas famílias ? Perderam o que tinham de mais importante).

3 – Por causa dos filhos.

Alguns por não terem objetivo fazem da vocação dos filhos o objetivo para a família. É importante que o filho seja médico, engenheiro, arquiteto, pastor … E se concentram somente nisso.

4 – Satisfação própria.

Casam e constituem família para satisfação própria (buscam felicidade): então casam e o centro da família é o ego do marido. Depois de um tempo querem que tudo seja a seu gosto, exigem, perturbam. Às vezes a mulher tem que andar para cima e para baixo para que as coisas sejam como ele gosta. Qual o propósito?

5 – Deificam a família.

Não sabem colocar a família no seu devido lugar. Por ignorarem ou por desconhecerem o propósito de Deus, deificam a família. Quando é aniversário da filhinha ou do filhinho a reunião que se dane, tem aniversário na família.

Dia das mães (não precisa ir na reunião é dia das mães) e a família toma o lugar de Deus.

Falo como homem: “às vezes eu desconfio que o dia das mães é invenção do diabo, porque me parece como uma boa desculpa para não honrar a mãe nos outros 364 dias do ano. Boa maneira de não precisar beijar, abraçar, acariciar, atender as necessidades e dizer a mãe como ela é importante – tenho um dia para fazer isso. Então nos sentimos em paz com a nossa consciência dando um presentinho para a mamãe nesse dia”.

6 – Honrar a família.

Aqueles que na vida familiar seu grande objetivo é a honra do seu nome (o nome da família): assim há muitos casos, famílias italianas, chinesas, que matam para manter a honra da família !!!

Bem, esta lista é enorme …

QUAL O PROPÓSITO DE DEUS PARA A FAMÍLIA ?

Que sejamos tomados do conhecimento do propósito de Deus para vivermos do seu inteiro agrado.

1º lugar

Como base do entendimento sobre o propósito de Deus para a família podemos dizer que a família existe para cooperar com o supremo propósito de Deus:

– Ter uma família eterna.

Quantos propósitos Deus tem ? Dez, vinte, cinqüenta … ? Deus tem um propósito de ter uma família eterna.

A família tem sentido à medida que coopera com o supremo propósito de Deus (o propósito eterno de Deus).

Às vezes podemos nos confundir um pouco e não entender bem, pois há tantos incrédulos que vivem em família. Então nos parece que nós temos a vida com Deus e a vida familiar.

Quando Deus instituiu a família não havia pecado. Deus tinha um propósito em seu coração e como parte desse propósito constituiu a primeira família. Ele poderia ter feito um monte de homens e depois um monte de mulheres. Por que não o fez ?

Porque queria constituir família. Para Ele atingir o seu propósito de constituir uma família eterna Ele tinha que constituir uma família na terra.

O casamento é muito mais do que a união de duas pessoas que se amam. Quando namoramos, estamos noivos, parece que o casamento tem um objetivo só: a paixão. Quando casamos, temos filhos, a vida familiar começa a cobrar seu alto propósito dentro do propósito de Deus.

Isso acontece porque estamos formando família e cooperando com o Senhor na formação dessa grande família. Esse é o sentido básico de se viver em família.

– O alto propósito da família é formar família para Deus.

Não podemos entender o propósito de Deus para a família sem entender o propósito de Deus como um todo.

A família coopera com Deus para perpetuar a raça e formar a família que Deus se propôs a fazer antes da fundação do mundo.

A família surgiu antes da igreja. Não foi a igreja que inventou a família. A igreja veio como uma instituição de Deus no mundo para fazer o homem voltar a condição de cumprir o seu propósito. Mas antes que houvesse mundo, igreja e pecado, Deus constituiu a família para cumprir seu propósito:

– Formar uma grande família de filhos semelhantes a seu filho Jesus.

2º lugar

O propósito de Deus ao constituir família é amparar e formar o ser humano. Temos que entender que esse segundo propósito deriva do primeiro. O primeiro é a base, tudo mais que vamos falar deriva dele.

Primeiramente todo homem seja amparado. Falamos mais do que ter um teto para morar (isso não é amparo). A compreensão, o amor, a instrução, tudo aquilo que é necessário no início da vida  para o homem ter um ponto de partida e enfrentar um mundo adverso e difícil (hostil). Então Deus coloca o homem em família.

Pense um pouquinho no amor materno, no amor das mães. É tremendo!!!

Lá está aquela menina, não sabe nada da vida, imatura. Se casa,  tem um filho e em pouquíssimo tempo já se torna professora, enfermeira, era preguiçosa e agora acorda de madrugada …

Não estou me referindo as mães cristãs e sim as incrédulas. Quantas mães não dariam suas vidas pelos seus filhos. A história secular relata muitos casos assim. Quem colocou isso dentro delas ?

Foi colocado porque quando o Senhor instituiu a família queria que todo homem fosse amparado.

Ex.: Holanda. População diminuindo, um filho por casal, cada  geração de 25/30 anos diminui. Formam sociedades livres, grupos de jovens, homens e mulheres para gerarem filhos, que serão mantidos pelo governo. Coisa terrível !!!

Os hippies faziam assim, mas como ninguém sabia de quem era o filho, o filho era de todos. Aquele que é filho de todos não é filho de ninguém, não tem um pai nem uma mãe que vai ampará-lo.

É no lar e somente no lar que o propósito de Deus vai se desenrolar. É no lar que a criança vai se desenvolver fisicamente, psiquicamente e emocionalmente.

– A verdade é que a família existe para formar vidas.

Pergunta: Haveria necessidade de fazer discípulos ? Discipulados de conjuntura de uns que ensinam outros se todos os pais andassem conforme o propósito de Deus ? Ou isso é parte da salvação que Cristo providenciou na igreja ?

Se todos os pais conhecessem a Deus e instruíssem seus filhos não precisaria sermão na igreja. Não precisaria nada !!!

A palavra diz em I Pedro 1.18: “… que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram”.

A igreja precisa ensinar porque recebemos um fútil procedimento legado pelos pais quando são incrédulos e não conhecem a Deus.

Desenvolvimento Físico: passeios, ensinar, motivar a praticar esportes. Vida saudável, os pais devem entender dessa parte. O pai deve ser o primeiro a chutar uma bola com o filho … Desenvolvimento Psíquico: intelectualmente, emocionalmente, não basta somente mandar os filhos para a escola. O professor vai ensinar tudo ?  Tem que haver acompanhamento, ler se informar a respeito.

Desenvolvimento Emocional: bastante carinho é a melhor receita. Preocupação que leia bons livros, ouça boa música.

Ex.: Televisão: filmes e desenhos agitados, barulho, brigas, gritarias … e depois não sabem porque seus filhos estão nervosos e agitados.

– No lar devemos dar todo tipo de educação e bom gosto para nossos filhos.

Desenvolvimento Espiritual: não só fazer cultinho em casa … importante é a presença da palavra de Deus em casa, os filhos aprender vendo a palavra se desenrolar em casa. Os filhos vem a reunião e vêem os pais de um jeito no salão …

Exemplificar.

Em casa vêem a mãe na cozinha xingando, reclamando … gritarias … isso não serve !!!

Não podemos nos tornar os “Santos do Salão”.

Seu filho está contente com alguma coisa ? Põe ele no colo e diz:

– Foi o Senhor que fez isso! Agradeça a Ele. Coisas pequenas durante o dia, todos os dias …

Algo natural, se desenvolve espiritualmente ao ver a palavra de Deus evoluindo, crescendo, permeando dentro de casa.

Os filhos quando saírem de casa vão sair dando graças a Deus pelo seu lar. Se lembram do lar como um lugar de paz, harmonia (ao contrário de muitos aqui que não podem ter essa lembrança).

Um lugar gostoso de se viver, que não queiram sair dele, não queiram ir embora, só queiram sair, ir embora, porque querem formar outro lugar igual aquele.

A FAMÍLIA, A IGREJA E A SOCIEDADE

O lar serve para dar base sólida à igreja e a sociedade. Não há igreja sólida sem família sólida.

– A obra do Senhor de restauração da igreja depende da restauração das famílias.

Se temos famílias frouxas e com vidas desregradas, a igreja será frouxa e desregrada. A melhor coisa que podemos fazer para a solidez da igreja é formar famílias sólidas, assim estaremos cooperando com o propósito de Deus.

Não vai haver igreja estável, forte e sadia, sem que haja famílias que sejam assim.

A igreja é composta de famílias, mas não é só a igreja que é composta de família, mas também a sociedade.

Se tivermos famílias bem desenvolvidas, santas, felizes, vamos abençoar a sociedade e o mundo. Se formarmos famílias, santas, felizes, atrativas, estaremos fazendo o melhor para assegurar ao mundo.

Eu creio que uma família feliz, onde há harmonia é atrativa. Esta é a melhor maneira de mostrar ao mundo a graça e a verdade de Deus. Vale mais que qualquer evangelista, os melhor livros.

– Não existe nada para competir com uma família em harmonia.

Na história da igreja tem havido muitos avivamentos, muitas conversões. Avivamentos que surgiram e se foram. Penso que um dos motivos principais é que não se dedicaram com paciência à formação de famílias sólidas.

Avivamentos desaparecem. Um povo não desaparece.

Ex.: o povo de Israel está aí até hoje porque foi constituído por Deus como povo. Aprendeu a viver em família. Não desapareceu.

Muitos avivamentos, obras do Senhor, obra do Espírito Santo, desapareceram porque eram agregados de indivíduos.

Temos nestes dias dado muita ênfase no discipulado (fazer discípulos). Mas não adianta pregar o evangelho para eles, nós temos que ter uma vida em família que seja exemplo para eles. Aqueles que estão chegando e vão chegar necessitam de exemplo.

COMO ESTÁ O MUNDO HOJE ?

– Uma desagregação total.

Satanás veio para roubar, matar e destruir.

Todos os planos infernais nestes dias estão voltados para a família. Ele reúne seus generais, seus coronéis . Eles estão todos os dias ao redor de uma mesa arquitetando planos para derrubar as famílias da terra.

– Satanás atacou os valores morais indispensáveis que são a base da família. E que lista!

Concubinato: um homem e uma mulher decidem viver juntos.

Muitos dizem que casamento não vale nada, não há mais valor no casamento. Porque não entendem que foi Deus que instituiu o casamento, pensam que é criação do homem. Concubinato é fonte de desgraça na terra.

Divórcio legalizado, casamento de homossexuais legalizados:

Tudo isso é um ataque direto quanto a vida da família. Sem falar na psicologia moderna que é contra a disciplina da criança e que infestou a mente dos pais. Ataque de Satanás !

Os pais não podem entender como disciplinar porque estão ludibriados por estas teorias de homens que não conhecem a Deus.

Feminismo: Um dos ataques mais violentos na vida familiar nesse dias é essa história de libertação da mulher. Plano de igualdade que descaracteriza completamente o papel da mulher. O mundo está repleto de mulheres completamente confusas, com filhos mais confusos ainda porque não sabem o papel da mulher. O diabo as enganou com essa história de libertação feminina.

A corrupção na área do sexo: Propagandas de televisão (não passam dez minutos sem uma propaganda que mostre sexo).

Libertação sexual. Sabe o que isso visa ? Alguns irmãos estão entupidos de novelas e de bobagens na cabeça também.

Ataques satânicos que visam preparar jovens para um futuro casamento arruinado. Casam, primeiro com libertinagens, porpaixão, e estão semeando mais uma família desgraçada.

Distorção das funções do marido e da mulher: Homens que não podem viver em paz porque suas mulheres são sargentonas ou insubmissas. Mulheres que vivem com brutamontes, estúpidos, grossos, mulheres abandonadas e filhos cujos pais se separaram.

Não estou aqui para anunciar más notícias, mas boas notícias.

– Nestes dias Deus está restaurando as famílias.

“O ladrão veio para roubar, matar e destruir.

Eu vim para que tenham vida e vida em abundância”.

– Estou olhando para homens que não amavam suas mulheres e o Senhor operou restauração. Deus está operando nas vidas para operar nas famílias. Para levantar a igreja do Senhor Jesus.

– Mulheres insubmissas estão aprendendo a obedecer e honrar seus maridos.

– Filhos que eram respondões, brigões, rebeldes e hoje estão trazendo luz sobre suas casas.

– Mulheres cujos maridos ainda são incrédulos, mas dentro de suas casas são sementes da restauração de Deus para a família.

Graças ao Senhor que nos livrou das obras de Satanás

Aleluia !!!

Muita coisa boa está acontecendo e Ele quer que tudo isso coopere para sua glória. Deus tem muito mais …

ÁREAS QUE DEUS QUER OPERAR:

1 – Nas famílias que já estão formadas: não é porque já não dá tapas na esposa que está tudo bem. Ainda há muito que o Senhor precisa produzir e aperfeiçoar em nós.

2 – Jovens e moças que vão formar famílias conforme Sua vontade: devem estar conscientes e convictos do propósito de Deus para a família, sabendo que devem se preparar para isso. Os que estão se convertendo agora vem com muitos problemas, muitas coisas que não deverão fazer parte nas famílias que vão constituir.

Que comecem bem, se preparem bem, trabalhem (profissão), estudem, procurem prosperar, aprendam a ter responsabilidades.

– Que rapazes e moças cresçam espiritualmente para formar famílias. Deus quer abençoar o mundo através da igreja e das famílias. Para restaurar a igreja é necessário restaurar as famílias.

QUATRO CONSELHOS PRÁTICOS:

1 – Oriente sua vida familiar pela palavra de Deus.

– Não se deixe guiar por sentimentos enganosos,deixe se levar pela palavra de Deus.

– Não se deixe levar por essas literaturas de homens que não entendem nada. A palavra de Deus é amplamente suficiente para a família em todas as áreas. Ninguém sabe melhor do que Deus como deve ser a família, como ela deve andar. Dê um voto de confiança a Deus.

– Este mundo está cheio de homens de sucesso, comerciantes ricos, intelectuais, sábios, pedagogos, psicólogos que estão completamente perdidos em sua vida familiar. Não dê ouvidos ao que eles dizem, mas ouça a palavra de Deus.

– Muitas vezes somos tentados a achar que a palavra do Senhor é exagerada quando fala da vara, por exemplo. Muitos pais dão mais ouvidos a seus sentimentos do que a palavra. O mesmo acontece com relação à submissão.

Obedeça ao Senhor em tudo e colherá os frutos.

Ex.: Há incrédulos que usam a vara nos filhos e tem bons filhos, maridos que não conhecem a palavra, são cabeças e a casa vai bem. Não por amarem ao Senhor nem a sua palavra, mas por coincidência. A palavra de Deus tem uma doutrina sã. E se colocarmos em prática vamos deixar o mundo de boca aberta.

Dt. 4.5-9: “Eis que vos ensinei estatutos e preceitos, como o Senhor meu Deus me ordenou, para que os observeis no meio da terra na qual estais entrando para a possuirdes. Guardai-os e observai-os, porque isso é a vossa sabedoria e o vosso entendimento à vista dos povos, que ouvirão todos estes, estatutos, e dirão: Esta grande nação é deveras povo sábio e entendido. Pois que grande nação há que tenha deuses tão chegados a si como o é a nós o Senhor nosso Deus todas as vezes que o invocamos ? E que grande nação há que tenha estatutos e preceitos tão justos como toda esta lei que hoje ponho perante vós? Tão-somente guarda-te a ti mesmo, e guarda bem a tua alma, para que não te esqueças das coisas que os teus olhos viram, e que elas não se apaguem do teu coração todos os dias da tua vida; porém as contarás a teus filhos, e aos filhos de teus filhos”.

“Que Deus eles têm !!! Que coisas tremendas eles sabem !!!!”.

2 – Viva a vida familiar com propósito.

Não veja a vida como uma seqüência, uma sucessão de dias.

Projete sua vida familiar para aqui dois, três, cinco, dez, vinte anos. Por não fazerem isso muitos não vão a lugar nenhum. Desenvolver relacionamento com os filhos e com a esposa. Não se aplicar mais a um do que a outro, porque depois os filhos se casam, vão embora e o casal não sabe o que fazer.

– Projete, trace alvos, ore.

3 – Busque relacionamento com o corpo de Cristo.

Se envolva com irmãos que se saíram bem. Se você vê que os filhos deles estão se saindo bem, busque orientação com eles.

Se uma irmã tem marido incrédulo e está superando os problemas, troque idéias com ela.

– Busque orientação no corpo de Cristo.

4 – Confie na obra do Espírito Santo.

Quando ouvimos a palavra, adquirimos conhecimento e achamos que já sabemos. Não é tão fácil assim, e nem sempre eu consigo colocar em prática tudo que aprendo. Aí entra Satanás e vem me desanimar e dizer que aquilo não funciona.

É necessário ter paciência com você mesmo e com os outros. O Espírito Santo está mais interessado nessas coisas do que você. Ele se interessa em que você pratique Palavra de Deus.

– Confie nele, dê-lhe tempo, espere no senhor, pratique. O Senhor nos levará de fé em fé, de glória em glória.

ALELUIA !!!

QUAL O SENTIDO DA VIDA CRISTà?

“Quanto a mim, porém, sou como a oliveira verdejante, na casa de Deus;

confio na misericórdia de Deus para todo o sempre”

Salmo 52.8

A cada dia somos chocados com a nossa própria vida, e fazemos coisas sobre as quais nos perguntamos: como pude eu fazer isto? (Quem já não passou por este momento?) Somos também chocados por atitudes de outros próximos a nós que agem contra nossas expectativas e perguntamos: Como pôde ele fazer isto?

Estas circunstâncias levam-nos a esta pergunta existencial: Se pecamos, caímos, estamos sujeitos a decepcionar a Igreja e a Deus, qual o sentido da vida cristã?

Certa fez estava em um museu, no departamento de arte moderna. Vi ali um quadro pintado em preto e branco composto por apenas duas linhas brancas horizontais sob um fundo preto. Logo um homem reuniu um pequeno grupo e passou a explicar o significado daquele quadro que, segundo ele, era “uma apologia à vida a qual percorre rios e cachoeiras até desaguar em um bosque vívido onde os pássaros voam”. Eu me perguntei: onde estão as cachoeiras, bosque e pássaros? Quem é este homem. Alguém me respondeu: ele é o autor do quadro.

1. Se Deus é o autor da vida, é Ele quem define o significado da obra

Se Deus é o autor da minha vida, sua vida, da vida desta Igreja, ele está pintando aqui a nossa história e mesmo quando o diabo, o mundo ou os amigos vêem em nós apenas dois riscos brancos sobre  uma tela preta, Deus vê em nós cachoeiras, rios, pássaros e bosques, pois é Ele o pintor da nossa história.

Portanto, quem somos nós? Nós não somos quem o diabo diz que nós somos. Mesmo porque ele possui um compromisso com a mentira e não revelaria a verdade sobre nós.

Nós não somos quem os amigos dizem que nós somos. Até porque, eles possuem uma visão extremamente limitada da própria vida e desconhecem nosso coração. Nós também não somos quem nós pensamos que somos, pois nossa própria mente gera dissimulações que nos impedem de nos vermos de forma completa e real. Na verdade nós somos quem Deus diz que nós somos! Porque Ele é o autor do quadro, o autor da vida.

Quem, diz Deus, que somos hoje, como Igreja?

Davi, neste Salmo, perseguido por Saul, que queria a sua morte, fala sobre as ações da carne e armadilhas do diabo como “maldade, palavras devoradoras, destruição e engano.  Mas diz no verso 8, olhando para o autor da vida: “Eu sou quem Deus diz que sou”: “Quanto a mim porém, sou como a oliveira verdejante na casa de Deus”

  • A Oliveira era uma árvore escolhida por Deus no AT como símbolo da presença do Senhor!
  • Verdejante significa que, apesar de Saul tramar planos diabólicos contra nós, nós viveremos!
  • Na casa de Deus indica que esta árvore era plantada do lado de fora do templo e quem a cortasse seria passivo de morte!  Estamos sujeitos apenas a Deus!

Apesar do inimigo nos perseguir e tramar nossa queda, há três verdades nas quais devemos crer como Igreja de Deus:

(1) Nós somos escolhidos pelo Senhor;

(2) Nós viveremos; e

(3) Somente Deus nos toca.

2. Se Deus é o autor da vida, Ele pode transformar o mal em bem

Davi havia sido perseguido por Saul. Perdeu a esposa, separou-se de Jônatas, seu melhor amigo, que viera a morrer. Por sua causa 99 sacerdotes foram sacrificados. Juntou-se a um grupo de foragidos; teve que pedir abrigo aos Filisteus, seus inimigos mortais. Seus homens tentaram apedrejá-lo, teve sua esposa e filhos seqüestrados, e seus próprios irmãos questionaram seu direito ao reinado.

Mas no fim do Salmo 52 ele diz: “… Esperarei no Teu nome, porque é bom” (v.9)

Mesmo perante tantas desgraças Davi dizia “Eu esperarei no Senhor pois a bondade faz parte da essência de Deus”. Ele pode transformar este meu estado de miséria, perseguição, tristeza e melancolia em Luz e Vida. Em vitória e reinado.

E foi assim que Deus fez. Davi reinou sobre Israel como nenhum outro antes ou depois dele. Jerusalém passou a ser chamada “A cidade de Davi”. O símbolo judeu passou a ser chamado “A estrela de Davi”. E Deus o chamou de “homem segundo o coração de Deus”.

A bondade faz parte da essência de Deus.

Pedro caminhou com Jesus por três bons anos. Ouviu, seguiu e aprendeu do Mestre. Ao lado de Cristo iniciou um ministério. Pregou, evangelizou, chegou a curar, participou da multiplicação dos pães e expulsou demônios. Mas quando Cristo foi levado preso ele o negou TRÊS vezes. (Não uma ou duas: três).

Qualquer um que estivesse ali, vendo a queda de Pedro, diria: morre aqui um grande ministério. Mas a visão de Deus vai além do horizonte: Deus o restaurou, o levantou, o colocou de pé, derramou sobre ele do Seu Espírito, e Pedro percebeu que seu ministério estava na verdade apenas começando; que a grande vitória veio após a queda; que o grande trabalho veio após a restauração.

Deus pode transformar o mal em bem porque o bem faz parte da essência de Deus.

3. Se Deus é o autor da vida, Jesus é o nosso modelo a seguir

Davi, após afirmar que era como uma Oliveira verdejante ele completou: “porque confio na misericórdia de Deus para todo o sempre”

Ele sabia que sem a misericórdia diária do Senhor sobre nós, seríamos consumidos. Ele sabia que, como homens, somos falhos: mesmo o ungido de Deus para reinar sobre Israel.

A Palavra de Deus não nos esconde os erros daqueles que serviram a Deus:

  • Abraão, para se proteger, mentiu dizendo que Sara era sua irmã;
  • Davi adulterou com Bate Seba matando a Urias, o marido;
  • Salomão trouxe para o seu reino altares a deuses estranhos;
  • Arão concordou que fizessem um bezerro de ouro na ausência de Moisés;
  • Eli deixou que seus filhos profanassem o templo de Deus.

E a Palavra não esconde estes erros para mostrar à Igreja que, mesmo cheios de virtudes, dons e força, estes homens não podem resumir o nosso modelo de vida. Jesus é o nosso modelo a seguir.

Mas mostra-nos também que, se estamos de pé, enquanto homens de Deus ao longo da história cairam, é pela “misericórdia de Deus”.

 Conclusão

 Considerando que Deus é o autor da vida e (1) é Ele quem define o significado da obra; (2) é Ele quem pode transformar o mal em bem; e (3) Jesus Cristo é o nosso modelo, devemos, como Igreja de Cristo, proceder da seguinte forma diante da disciplina de uma irmão em Cristo:

 1. Com Discernimento. Deus, quando trás à tona o pecado de um de nossos líderes, Ele o faz por zelo pelo Seu Santo Nome, zelo pela Sua Igreja e zelo pela vida do líder que caiu, pois o quer levantar.

2. Com Solidariedade Cristã. A Palavra nos ensina a chorar com os que choram e nos alegrarmos com os que se alegram. Se nos alegramos com o choro alheio, há algo errado em nosso coração e vida espiritual.

3. Com Comunhão. A Palavra outorga autoridade espiritual sobre os presbíteros da Igreja. É momento de ouvirmos o que eles têm a dizer pedindo a Deus que haja unanimidade de espírito entre nós.

4. Com temor. A queda de um entre nós deve servir sempre de motivo para refletirmos sobre a nossa própria vida e aprendermos da lição de Deus.

5. Com oração. Quando o homem trabalha, o homem trabalha. Quando o homem ora Deus trabalha.

6. Com fortalecimento mútuo. É momento de nos aproximarmos uns dos outros para nos fortalecermos mutuamente.

7. Com a certeza de que o Senhor pode fazer até o impossível acontecer

 

Deus seja louvado.

Rev. Ronaldo Lidório

Deus Abomina o “Divórcio” – Estudo Analítico

As estatísticas afirmam que dez anos atrás, havia menos de 100.000 divórcios o Brasil. Hoje são cerca de 200.000. Um em cada quatro casamentos no Brasil acaba em separação. Num período de quase 10 anos, o número de casamentos caiu, e de separações dobrou no país.

As causas do divórcio:

Se divórcio é o atestado do pecado humano, precisamos agora colocar algumas das mais freqüentes razões humanas para a separação. Quais são as razões ou causas da separação entre os casais? Gostaria de mencionar pelo menos quatro causas:

1.    Descuido da vida cristã dos cônjuges

2.    Ausência do perdão

3.    Indisposição à mudanças necessárias

4.    Ausência do amor

5.    Outras razões

O A. T. já tratava com relação ao divórcio. A grande questão debatida está em Deuteronômio 24:1-4 “Quando um homem tomar uma mulher e se casar com ela, se ela não achar graça aos seus olhos por haver ele encontrado nela coisa vergonhosa, far-lhe-á uma carta de divórcio e lha dará na mão, e a despedirá de sua casa”.

 

O SIGNIFICADO DA PALAVRA “COISA INDECENTE” DE Dt 24.1

1 – A palavra hebraica, para “indecente” é ‘ervar davar (composto de ‘ervâh, nudez e davar, palavra), “Nudez de Palavra”.

Dando a entender que se trata de algo comprometedor, que a mulher expressa com palavras (palavra nua); palavrões; expressões grosseiras, que revelam falta de respeito; agressividade verbal; rebeldia; insubordinação.

TALMUDE – Doutrina e jurisprudência comentada da lei mosaica com explicações dos textos jurídicos do Pentateuco. O Talmud foi redigido durante aproximadamente mil anos, entre 450 a.C. e 500 d.C. É reconhecido pelos judeus como tendo a mesma autoridade do Antigo Testamento. Esse complexo literário rege a vida judaica até o dia de hoje, e desde longas datas tem exercido forte influência na vida do povo. Define “coisa indecente” de Dt 24:1 de várias maneiras e isso causou um desprezo e banalização do casamento, principalmente para as mulheres, que, logicamente se tornaram as maiores vítimas. Com isso, um judeu poderia dar a carta de divórcio por qualquer coisa, como por exemplo:

a) Abriga atitudes impróprias como andar com o cabelo solto;

b) Andar sozinha pela rua;

c) Conversar com outro homem;

d) Maltratar sogros;

e) Gritar com o marido;

f) Ter má reputação;

g) Revelar hábitos condenáveis.

Tudo isso, segundo  pensamento judaico, está ligado à falta de respeito, a agressividade e à insubordinação da mulher para o casamento.

2 – É evidente que a “coisa indecente” não se referia ao adultério, pois esta era, nesse tempo, condenado com pena de morte – (DT 22.22) – “Se um homem for achado deitado com uma mulher que tem marido, então, ambos morrerão, o homem que se deitou com a mulher e a mulher; assim, eliminarás o mal de Israel”.

O QUE JESUS PREGOU?

 MT 19.9 – Quem repudiar sua mulher, não sendo por causa de relações sexuais ilícitas, e casar com outra comete adultério…“. Gr. “porneia” – dultério, fornicação, homossexualidade, lesbianismo, relação sexual com animais, relação sexual com parentes próximos – Lv 18. A palavra explícita para adultério é “moichao” – ter relação ilícita com a mulher do outro – Mc 10.11-12.

 

O QUE DEUS PENSA SOBRE O DIVÓRCIO?

Ml 2.16 – Porque o Senhor Deus de Israel diz que odeia o divórcio (repúdio)…

 

ANÁLISE DO TEXTO DE 1 CORÍNTIOS 7

O texto de 1Coríntios 7 é que trata de forma mais extensa sobre o divórcio. Algumas questões respondidas por Paulo neste capítulo: sexo no casamento, celibato, divórcio, sobre as virgens e viúvas. Tem três coisas que precisamos ter em mente para entendermos as questões levantadas:

(1)       O dualismo grego. Os coríntios eram cheios de filosofias. A cidade de Corinto só perdia em termos de cultura e literatura para Atenas. Havia várias escolas filosóficas. A idéia que predominava era o dualismo grego: uma visão de mundo que via a realidade sob duas óticas ou o andar de cima e o andar de baixo. Dizia que o que era “espiritual” era bom e tudo que era material era secundário, inferior. Valoriza a alma em detrimento do corpo. Essa idéia influenciava no casamento. Principalmente o sexo. Alguns crentes achavam que o sexo era algo inferior e sem importância no casamento.

(2)       O ambiente sexual da cidade de Corinto. Havia o templo de Afrodite e envolvia a prática da relação sexual com as sacerdotisas (prostituição cultual). Dizem que à noite as sacerdotisas saiam em busca de práticas sexuais na cidade. Um cristão sofria uma pressão muito grande nessa cidade.

(3)       As perseguições aos cristãos corintianos. Poderiam ter os seus bens tomados pelas autoridades da cidade. O que deve um homem fazer? Casar e deixar sua esposa e filhos sujeitos a morte e prisões por causa da perseguição ou ficar solteiro? Posso me separar para servir a Deus? Meu marido não é crente, posso me separar dele para servir melhor a Deus? O que é melhor para os solteiros e as viúvas? Minha filha virgem deve casar-se ou manter-se pura para o Senhor?      

O cap. 7 todo é a resposta de Paulo às perguntas feitas pela igreja de Corinto a respeito da vida conjugal. Suas instruções devem ser lidas à luz do versículo 26: “Tenho, pois, por bom, por causa da instante necessidade”. Um período de grande aflição e perseguição estava para vir sobre os cristãos de então, e nessa situação, a vida conjugal seria difícil.

Podemos inferir do texto algumas perguntas que o Apóstolo Paulo teve que responder.

Resposta a perguntas acerca do casamento

Pergunta: Paulo eu quero servir a Deus, mas o que é melhor, casar ou permanecer solteiro? Resposta: v. 1 e 2.

7.1 – “Ora, quanto às coisas que me escrevestes, bom seria que o homem não tocasse em mulher”.

QUE O HOMEM NÃO TOCASSE EM MULHER. Note-se que “não tocar em mulher” significa, aqui, não ter relações ou contato físico com as mulheres, ou seja, casar-se. É o ato sexual (Gn 20.6; Pv 6.29).

7.2 – “mas, por causa da prostituição, cada um tenha a sua própria mulher, e cada uma tenha o seu próprio marido”.

Um dos objetivos do casamento é a satisfação legítima do desejo sexual. Alternativa para a impureza sexual. O padrão aqui é monogâmico. Paulo não era machista, pensa na mulher. 

Pergunta: Como deve ser o sexo para nós casados? Isso não é pecaminoso? Posso casar sem praticar o sexo? Resposta: v. 3 e 4.

7.3 – “O marido pague à mulher a devida benevolência, e da mesma sorte a mulher, ao marido”.Êx 21.10; 1Pe 3.7.

O MARIDO PAGUE À MULHER. Casou, sexo é dívida. O compromisso do casamento importa em cada cônjuge abrir mão do direito exclusivo ao seu próprio corpo e conceder esse direito ao outro cônjuge. Isso significa que nenhum dos cônjuges deve deixar de atender os desejos sexuais normais do outro. Tais desejos, dentro do casamento são naturais e providos por Deus, e evadir-se da responsabilidade de satisfazer as necessidades maritais do outro cônjuge é expor o casamento às tentações de Satanás no campo do adultério (v.5). A idéia que a abstenção é mais santa veio do paganismo (1Pe 3.7; Hb 13.4).

7.4 – “A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no o marido; e também, da mesma maneira, o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no a mulher”.

Poder, i.e., autoridade. Cada cônjuge pertence um ao outro.

Pergunta: Mas Paulo eu gostaria de me santificar me abstendo do sexo, o que fazer? Resposta: v. 5 e 6.

7.5 – “Não vos defraudeis (priveis) um ao outro, senão por consentimento mútuo, por algum tempo, para vos aplicardes à oração; e, depois, ajuntai-vos outra vez, para que Satanás vos não tente pela vossa incontinência”.

Priveis. Defraudeis. Abstenção temporária, com consentimento mútuo e para uma finalidade boa, está certo. Assemelha-se ao jejum (Ec 3.5; Jl 2.16).

7.6 – “Digo, porém, isso como que por permissão e não por mandamento”.

Isto. 7.2-5. Geralmente o homem deve casar-se. Paulo prefere o celibato por boas razões (29, 32, 35) e porque tem um dom (gr charisma) de Deus. O casamento exige dons também (Mt 19.10-12).

Pergunta: O casamento e o celibato são dons ou uma opção? Resposta: v. 7.

7.7 – “Porque quereria que todos os homens fossem como eu mesmo; mas cada um tem de Deus o seu próprio dom, um de uma maneira, e outro de outra”.At 26.29; 1Co 9.5; 12.11; Mt 19.12. Os Eunucos do Reino (Mt 19.9-12).

Pergunta: Os solteiros e as viúvas devem casar ou não? Resposta: v. 8 e 9.

7.8 – “Digo, porém, aos solteiros e às viúvas, que lhes é bom se ficarem como eu”.

O ideal: ficar livre para melhor servir a Deus (32).

7.9 – “Mas, se não podem conter-se, casem-se. Porque é melhor casar do que abrasar-se”.1Tm 5.14

Viver abrasado. Lit. estar no fogo, queimar.

 Pergunta: E aos que são casados o que tem que fazer? Quando não dá realmente certo? Resposta: v. 10 e 11.

7.10 – “Todavia, aos casados, mando, não eu, mas o Senhor, que a mulher se não aparte do marido”.1Co 7.12,25,40; Ml 2.14,16; Mt 5.32; 19.6,9; Mc 10.11; Lc16,18

7.11 – “Se, porém, se apartar, que fique sem casar ou que se reconcilie com o marido; e que o marido não deixe a mulher”.

SE, PORÉM, SE APARTAR, QUE FIQUE SEM CASAR. Paulo está falando da separação sem divórcio formal. Talvez isso se refira a situações em que o cônjuge age de modo a pôr em perigo a vida física ou espiritual da esposa e dos filhos.

Pergunta: E quando um dos dois não é crente, o que fazer? Resposta: v. 12-17.

7.12 – “Mas, aos outros, digo eu, não o Senhor: se algum irmão tem mulher descrente, e ela consente em habitar com ele, não a deixe”.

DIGO EU, NÃO O SENHOR. Não se trata de Paulo meramente dar sua opinião aqui, antes; está declarando que não tem uma citação de Jesus para confirmar o que ele vai escrever. No entanto, o que ele passa a escrever, procede de quem tem autoridade apostólica, sob inspiração divina (25,40; 14.37).

7.13 – “E se alguma mulher tem marido descrente, e ele consente em habitar com ela, não o deixe”.

7.14 – “Porque o marido descrente é santificado pela mulher, e a mulher descrente é santificada pelo marido. Doutra sorte, os vossos filhos seriam imundos; mas, agora, são santos”.

MARIDO… MULHER… FILHOS. Por ser crente o marido ou a mulher, ele, ou ela poderá ter uma influência especial para levar o outro cônjuge a aceitar Cristo (1Pe 3.1,2). Isto não significa, todavia, que os filhos de tal lar sejam automaticamente crentes. Eles são santos no sentido de serem separados pela presença de um pai ou mãe crente. Deus por amor do conjugue crente faz uma distinção com relação ao incrédulo. P.ex. Potifar foi abençoado por causa da presença de José em sua casa – Gn 39.3. Abraão intercede por Sodoma e se lá tivesse dez justos o Senhor não a teria destruído – Gn 10.

O Apóstolo Paulo fala no verso seguinte aquilo que os estudiosos entendem como a “exceção Paulina”:

7.15 – “Mas, se o descrente se apartar, aparte-se; porque neste caso o irmão, ou irmã, não está sujeito à servidão; mas Deus chamou-nos para a paz”. Rm 12.18; 14.19; 1Co 14.33; Hb 12.14

NÃO ESTÁ SUJEITO À SERVIDÃO. Se o cônjuge incrédulo escolher a separação, o crente deve aceitá-la, depois de ter feito todo o possível para evitá-la. “não está sujeito à servidão”, significa que o crente fica desobrigado do contrato conjugal. A palavra “servidão” (gr. douloo) significa literalmente “escravizar”. Nesse caso, o crente fiel já não está escravizado aos seus votos conjugais. Tal cônjuge crente abandonado fica livre para casar-se de novo, mas só com um crente (v.39).

7.16 – “Porque, donde sabes, ó mulher, se salvarás teu marido? Ou, donde sabes, ó marido, se salvarás tua mulher?”

Este verso pode ser interpretado em duas maneiras: (1) em favor de não dar o divórcio; e, (2) em favor de dar o divórcio. Ou seja, se o descrente quer ir embora não deixe, pode ser que você seja um instrumento para a conversão dele. Ou, se o incrédulo quiser ir embora, deixe que vá, como saberás se salvarás o teu marido? Deus te chamou para paz.

7.17 – “E, assim, cada um ande como Deus lhe repartiu, cada um, como o Senhor o chamou. É o que ordeno em todas as igrejas”.

Pergunta: E no que se refere as ordenanças judaicas, como devemos proceder? Resposta: v. 18-24.

7.18 – “É alguém chamado, estando circuncidado? Fique circuncidado. É alguém chamado, estando incircuncidado? Não se circuncide”.Gl 5.2

7.19 – “A circuncisão é nada, e a incircuncisão nada é, mas, sim, a observância dos mandamentos de Deus”.Gl 5.6; Jo 15.14; 1Jo 2.3

7.20 – “Cada um fique na vocação em que foi chamado”.

O evangelho pode ser vivido em quaisquer circunstâncias.

7.21“Foste chamado sendo servo? Não te dê cuidado; e, se ainda podes ser livre, aproveita a ocasião”.

7.22“porque o que é chamado pelo Senhor, sendo servo, é liberto do Senhor; e, da mesma maneira, também o que é chamado, sendo livre, servo é de Cristo”.Jo 8.36; Rm 6.18; Fm 16; Gl 5.13; Ef 6.6; 1Pe 2.16

7.23 – “Fostes comprados por bom preço; não vos façais servos dos homens”.1Co 6.20; 1Pe 1.18-19; Lv 25.42

7.24 – “Irmãos, cada um fique diante de Deus no estado em que foi chamado”.1Co 7.20

Pergunta: E com relação às filhas virgens? Resposta: v. 25-28.

7.25 – “Ora, quanto às virgens, não tenho mandamento do Senhor; dou, porém, o meu parecer, como quem tem alcançado misericórdia do Senhor para ser fiel”. 1Co 7.6,10,40; 8.8,10; 1Tm 1.12,16.

O celibato é apresentado como algo desejável, embora não necessário.

7.26 – “Tenho, pois, por bom, por causa da instante necessidade, que é bom para o homem o estar assim”.

Provavelmente uma circunstância extremamente difícil pela qual passavam os cristãos em Corinto.

7.27 – “Estás ligado à mulher? Não busques separar-te. Estás livre de mulher? Não busques mulher”.

7.28 – “Mas, se te casares, não pecas; e, se a virgem se casar, não peca. Todavia, os tais terão tribulações na carne, e eu quereria poupar-vos”.

“RAZÕES GERAIS DAS RESPOSTAS DE PAULO”

7.29 – “Isto, porém, vos digo, irmãos: que o tempo se abrevia; o que resta é que também os que têm mulheres sejam como se as não tivessem”. Rm 13.11; 1Pe 4.7; 2Pe 3.8-9

7.30 – “e os que choram, como se não chorassem; e os que folgam, como se não folgassem; e os que compram, como se não possuíssem”.

7.31 – “e os que usam deste mundo, como se dele não abusassem, porque a aparência deste mundo passa”.

7.32 – “E bem quisera eu que estivésseis sem cuidado. O solteiro cuida das coisas do Senhor, em como há de agradar ao Senhor”. 1Tm 5.5

7.33 – “mas o que é casado cuida das coisas do mundo, em como há de agradar à mulher”.

7.34 – “Há diferença entre a mulher casada e a virgem: a solteira cuida das coisas do Senhor para ser santa, tanto no corpo como no espírito; porém a casada cuida das coisas do mundo, em como há de agradar ao marido”.

7.35 – “E digo isso para proveito vosso; não para vos enlaçar, mas para o que é decente e conveniente, para vos unirdes ao Senhor, sem distração alguma”.

7.36 – “Mas, se alguém julga que trata dignamente a sua virgem, se tiver passado a flor da idade, e se for necessário, que faça o tal o que quiser; não peca; casem-se”.

7.37 – “Todavia, o que está firme em seu coração, não tendo necessidade, mas com poder sobre a sua própria vontade, se resolveu no seu coração guardar a sua virgem, faz bem”.

7.38 – “De sorte que, o que a dá em casamento faz bem; mas o que a não dá em casamento faz melhor”.Hb 13.4

7.39 – “A mulher casada está ligada pela lei todo o tempo em que o seu marido vive; mas, se falecer o seu marido, fica livre para casar com quem quiser, contanto que seja no Senhor”.Rm 7.2; 2Co 6.14

7.40 – “Será, porém, mais bem-aventurada se ficar assim, segundo o meu parecer, e também eu cuido que tenho o Espírito de Deus”.1Co 7.25; 1Ts4.8

Neste v., Paulo não duvida da sua autoridade, mas ironicamente combate os líderes que negaram sua autoridade em Corinto (cf. 1.1, 7; 9.1s; 12.25).

“CONSIDERAÇÕES FINAIS”

1 – Seja qual for a situação dos cônjuges, o divórcio só deveria ser pleiteado depois de esgotados todos os recursos, sob todos os pontos de vista. Daí é permitido o divórcio em caso de adultério e, segundo Paulo, de abandono do lar por parte do descrente.  

2 – Cada casal deve procurar, com ajuda de Deus e da Igreja, resolver seus problemas conjugais, antes que estes destruam seu matrimônio.

3 – A luz da Bíblia, o fim do casamento deve ser a morte de um dos cônjuges, mas nunca o divórcio.

4 – Não podemos entre nós proibir, nem impedir o divórcio, mas podemos e devemos desmotivá-lo e evitá-lo, mediante a exposição da doutrina bíblica.

5 – Deus abomina o divórcio. (Ml 2.14) “portanto cuidai de vós mesmos e não sejais infiéis”.

6 – Apesar de Deus abominar (aborrece, detesta) o divórcio, Ele permite para amparar e defender o cônjuge ferido.

7 – Mesmo se um crente se divorciar, quando realmente é comprovado que não teve condições de reconciliação, e, conforme Jesus, cometer adultério casando-se com outro, Jesus mesmo perdoa os pecados dos mesmos e os trazem a comunhão com Ele.

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Como Mandar seus Filhos para o Inferno

 “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele.” (Pv. 22:6)

O provérbio acima é uma promessa ou uma advertência? Segundo o hebraico, a frase “no caminho em que deve andar” não está traduzida de maneira correta. Ela deveria ser “de acordo com seu próprio caminho”. Assim, você tem no capítulo 22, versículo 6, uma predição proverbial de que a criança educada e ensinada, desde o começo, a seguir seu próprio caminho, estará, para todo sempre, ligada a ele.

O provérbio pode ser visto como uma “promessa” encorajadora de dois modos possíveis. Um, o mais comum, o apresenta ensinando que se você “pai-storear” corretamente seu filho de acordo com o seu chamado da aliança, isto resultará em fidelidade eterna. A outra forma “positiva” de entendê-lo, revela um sentido diferente. Salomão aqui, estaria falando do reconhecimento, de antemão, da propensão vocacional existente em seu filho. Se esta propensão for cultivada, ela resultará numa devoção eterna e frutífera para o ofício escolhido. Como tal, o provérbio pode ser tomado como algum tipo de indução a um aprendizado precoce. Se você observa que seu filho gosta de cavalos, por exemplo, deixe-o, o quanto antes, ser treinado nesta área por um perito. A frase ensinar poderia ter então, o sentido de “dedicar” ou mesmo “estimular”. Deixe-o empregar seus dons naturais o quanto antes, e ele os usará naquela área por toda vida.

Mas há um terceiro modo de entender este verso, e esse não como uma promessa, mas como uma advertência. A Palavra pode estar nos ensinando que se você educar a criança de acordo com suas próprias (pecaminosas, naturais) inclinações, você a terá arruinado para a vida.

Assim, este provérbio poderia ser um complemento a muitos outros provérbios que tratam do mesmo assunto. Por exemplo, em 22:15 encontramos: “A estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a afastará dela” e em 19:18 há a admoestação: “Corrige a teu filho, enquanto há esperança, mas não te excedas a ponto de matá-lo.” Dizendo enquanto há esperança, encontramos o autor sugerindo que haverá um tempo quando o treinamento ou a disciplina serão, humanamente falando, vãos, sem esperança, infrutíferos, inúteis. Se você deixá-lo seguir seus instintos corrompidos fora da porteira (conforme 22:6), mais tarde você não o terá de volta ao caminho.

Este último modo de interpretar Pv. 22:6 é o mais recomendado. Primeiro, ele permite a versão literal a fim de transmitir uma mensagem coerente, sem emendas. Segundo, ele é apoiado por instruções e admoestações muito similares quando o mesmo assunto (criação de filhos) é tratado no mesmo livro inspirado. Terceiro, e este é de vital importância ao testar a interpretação apropriada de um provérbio inspirado, é que ele é legítimo no que se refere à vida e a experiência comum. “Há pouca esperança para crianças que são educadas de maneira imprópria. Se a tinta respingou na lã, é muito difícil tira-la da roupa” diz Jeremiah Burroughs. E muitos são os que têm notado, como fez William Gurnall, que a “Religião cristã não cresce sem que se plante, mas murchará, mesmo onde foi plantada, se não for aguada. Ateísmo, irreligião e profanidade são ervas daninhas que crescerão sem semeadura, mas não morrerão sem que sejam arrancadas”. Deixe uma criança seguir seu próprio caminho quando for jovem e ela crescerá para ser um “jardim” de ervas daninhas.

Acima e abaixo de todas as possíveis interpretações de Provérbios 22:6, está uma pressuposição da maior importância: Como os pais lidam com as dificuldades de suas crianças. Aqueles que principiam seus conceitos com a eleição ao invés de com a aliança podem facilmente cair em alguma sorte de fatalismo não bíblico. Mas pelo fato de Provérbios (para não mencionar o restante das Escrituras) nos falar de diversas conseqüências provenientes de diferentes ações humanas, somos seguramente levados a crer que o modo pelo qual eu crio meus filhos é realmente um assunto muito importante, que, mais do que um modo de falar, pode muito bem influir na definição de onde eles passarão a eternidade.

Nunca é uma honra a Deus que Seu povo fale de Sua soberania de modo a desobrigá-los de suas responsabilidades. Somos levados a crer pelas Escrituras que podemos e devemos ter uma influência tal sobre nossos filhos que não é incomum que ela os conduza à salvação, com a bênção de Deus e o suporte da comunidade da aliança, conforme Gn 18: 16-19; 1 Tm 3: 4,5; Tt.1:6 e também 2 Tm. 3: 14,15.

Assim sendo, devemos saber que nossa ação ou inação bem pode conduzi-los à condenação. E, se falhamos em ouvir os avisos e a direção de Deus encontrados por toda a Escritura, no último dia não seremos autorizados para suplicar pelos decretos de Deus em nossa defesa!

Visto que o inferno é a eterna e atormentadora separação de Deus e do conforto, alguém poderia pensar que o mais fervoroso desejo de um pai seria educar seus filhos, rigorosa e conscientemente, para que escapassem da perdição e achassem refúgio e plenitude de vida em Deus através de Cristo e da aliança. Ainda assim, muitos são os que parecem considerar isto como sendo muito trabalhoso. Para aqueles tão completamente perversos a ponto de serem indiferentes à questão, eu apresento um método para fazer com que isto seja uma certeza. Aqui, através de 18 meios bem fáceis de seguir, está a fórmula comprovada de como mandar seus filhos para o inferno:

1) Crie seu filho para buscar seu próprio caminho.Se você for educar seus filhos corretamente, então, em primeiro lugar, eduque-os no caminho em que devem andar e não no caminho em que eles escolheriam. Lembre-se: crianças nascem com uma inclinação decidida para o erro, e portanto, se você permitir que escolham por si mesmas, elas certamente escolherão errado”.

A mãe não pode dizer o que seu frágil infante será ao crescer: alto ou baixo, fraco ou forte, sábio ou tolo; ele pode ser qualquer uma destas coisas ou nenhuma delas, pois elas são incertas. Mas uma coisa a mãe pode dizer com certeza: ele terá um coração corrupto e pecador. É natural para nós portar-nos mal. “A estultícia”, diz Salomão, “está ligada ao coração da criança” (Pv. 22:15). “A criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe”(Pv. 29:15). Nossos corações são como a terra que pisamos; deixe-a abandonada e certamente produzirá ervas daninhas.

Se então, você for lidar de modo sábio com seu filho, não deve deixá-lo sujeito a sua própria vontade. Pense por ele, julgue por ele, aja por ele, do mesmo modo que você faria por uma pessoa fraca e cega; mas, pelo amor de Deus, não o entregue aos seus próprios gostos e inclinações voluntariosos. Não devem ser suas preferências e desejos que são consultados. Ele ainda não sabe o que é bom para sua mente e alma, mais do que o que é bom para seu corpo. Não o deixe decidir o que ele deve comer, o que ele deve beber, e como ele deve se vestir. Seja consistente, e lide com a mente dele da mesma maneira. Eduque-o no caminho que é bíblico e correto e não do jeito que ele imagina.

Se você não pode decidir-se a este primeiro princípio da educação cristã, é inútil continuar lendo. A vontade própria está perto de ser a primeira coisa que se manifesta na mente da criança, e precisa ser sua primeira resolução, resistir a ela.

Ignore este conselho se você for colocar seu filho rumo à destruição, e ao invés disto, ensine-lhe auto-estima positiva; ensine-o que o maior amor está dentro dele e que o mundo, de fato, gira ao seu redor”.

2) Nunca o discipline corporalmente. Os provérbios que sugerem punição corporal, são bárbaros e ultrapassados. Nós somos civilizados. Nós temos o Ano da Criança! Nós erguemos nossas consciências, não palmatórias! Provérbios 13:24 “O que retém a vara aborrece a seu filho, mas o que o ama, cedo, o disciplina” está errado. Ignore-o. O 22:15 “A estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a afastará dela”, também. E esqueça 23:13-14 “Não retires da criança a disciplina, pois, se a fustigares com a vara, não morrerá. Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do inferno”. Se você for tentado a discipliná-los corporalmente, tente estas desculpas: a) “Eu apanhei quando criança e não quero bater nos meus filhos”. Claro, que é o mesmo que dizer “Minha mãe era gorda, por isso eu não alimento meus filhos”; b) É contra a lei; c) Minha sogra não gosta disso. Seja criativo e pense em outras desculpas; você achará fácil criá-las.

3) Quase tão proveitoso quanto nunca discipliná-los é discipliná-los corporalmente insensata e/ou severamente. A correção bíblica é amorosa, firme e controlada. Excesso de correção bíblica o conduziria à outra direção.

4) Esta é a favorita de muitos pais: nunca use a Escritura na correção. Nunca explique para seus filhos qual é a vontade de Deus sobre o assunto. Não tome Deuteronômio 6: 4-9 literalmente (“Ouve, Israel, o SENHOR, nosso Deus, é o único SENHOR. Amarás, pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força. Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te. Também as atarás como sinal na tua mão, e te serão por frontal entre os olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa e nas tuas portas”).

5) Nunca admita que você está errado. Se você deseja que seus filhos cresçam descorteses e hostis, nunca os deixe vê-lo humilhado ou aceitando correção. Nunca lhes peça desculpas; nunca reprima seu orgulho.

6) Seja hipócrita. Esta é boa para lembrar. Ensine-os através das suas ações, que suas palavras não têm valor para você.

7) Instrua-os para escolher sua própria religião. Afinal, você não pode forçá-los a crer.

8) Não ore com eles ou por eles, pública ou privadamente. Se você precisa de uma desculpa, lembre que eles acharam graça de você da primeira vez que você tentou. Normalmente isto é suficiente para fazê-lo desistir.

9) Evite cantar salmos e hinos com seus filhos. Mas se por alguma razão você achar que deve, nunca lhes explique o sentido.

10) Responda cada pergunta religiosa com “Porque nós sempre fizemos assim”. Este é um dos meios mais eficazes de convencê-los que o cristianismo é meramente uma tradição e não a Verdade.

11) Não os previna sobre evolução ou outros mitos populares. Não os informe sobre heresias da história ou suas modernas iterações. Não lhes fale nada sobre teologias antagônicas e o porquê as igrejas ortodoxas as rejeitam.

12) Deixe-os expressarem-se de qualquer modo que escolherem, seja no seu jeito de vestir, no jeito que usam seu cabelo ou no seu linguajar. As novidades sempre devem ser seguidas. Se eles desejam tatuagens ou vários piercings, relaxe e aproveite. Não interfira. Afinal a vida é deles. E nunca olhe aquilo que eles lêem. Eles têm direitos, você sabe. Você não lê os boletins da ACLU (União Americana para Liberdades Civis)?

13) Não os faça trabalhar por nada. O amor, apesar de tudo, deve ser incondicional, certo? Então, lhes dê tudo e não espere nada. (Isto é exatamente o que você obterá).

14) Desde a infância, use uma linguagem simples ao falar com eles. Não espere que alcancem a maturidade e eles satisfarão suas expectativas!

15) Não os abrace ou beije ou lhes faça cócegas, e seja muito parcimonioso com respeito a lhes dizer que os ama. Evite por completo, se possível. Afinal, isto não é muito másculo.

16) Deixe-os mentir sem sofrer punição. Prove com isto que a verdade tem pouco valor em sua casa.

17) Deixe-os desperdiçar tempo, a esmo e sem propósito. Prive-os daquela idéia puritana que descansamos bem para melhor trabalhar. Tente incutir neles a moderna noção que trabalho existe a fim de custear nossa diversão nos fins de semana; damos duro para podermos “badalar”!

18) Mantenha a TV sempre ligada, especialmente durante os comerciais. Este é o meio mais fácil e certo de guiar seus filhos para o inferno. Pense! Ela pode ser pode ser o terceiro (e o único realmente presente) “pai” delas, e a sua melhor amiga. Duas horas na igreja aos domingos não terão um papel eficiente na formação do caráter delas, quando confrontadas com 25 horas de televisão. Todo absoluto, de qualquer fonte, será “relativizado” para sempre. A televisão tem sido a melhor amiga do diabo, então a deixe possuir a sala de estar e a cozinha também. Se possível, deixe-a ligada durante o jantar, assim ela pode reivindicar, sozinha, o título de senhora e mediadora da verdade em sua casa.

Se você seguir estes 18 passos, há pouca dúvida de que seu filho estará entre aquela população infernal.

Mas eu, particularmente, penso que você rejeitará toda esta horrenda insensatez acima e se curvará a mais solene responsabilidade que Deus já lhe deu: Ser pai e mãe. Se Deus nos concede a aptidão de conduzir nossas crianças à perdição, porque alguém duvidaria que Ele nos dá a habilidade, a responsabilidade, na verdade, o privilégio, de conduzi-los ao céu? Se nós fielmente seguirmos Seu método de criação de crianças da aliança, elas estarão entre a população celeste por toda a eternidade. Que incentivo à fidelidade!

A aliança continua por gerações, mas ela continua junto ao caminho da fidelidade, não o da presunção. Nós temos incomparavelmente grandes e preciosas promessas da parte de Deus, bem como admoestações. Ele nos exorta que não fazer nada é a coisa errada. Ensine a criança em seus próprios caminhos, e quando ela for velha, não se desviará dele. Mas Ele promete que fazer a coisa certa ocasionará a uma colheita de promessas cumpridas. Ouça Deus meditando consigo mesmo concernente a Seu amigo Abraão: “Porque eu o escolhi para que ordene a seus filhos e a sua casa depois dele, a fim de que guardem o caminho do SENHOR e pratiquem a justiça e o juízo; para que o SENHOR faça vir sobre Abraão o que tem falado a seu respeito” (Gênesis 18:19).

Esta promessa é para você e para seus filhos, e para tantos quantos o Senhor, nosso Deus, vier a chamar. É uma promessa com condições; que alegria é cumpri-las, visando a recompensa a que elas conduzem ! Amém.

Por  Steve M. Schissel

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A “CRISE” nos Lares Cristãos: Identificando os Problemas para Solucionar as Questões !

“Ó Senhor, ouve a minha oração, e chegue a ti o meu clamor. Não escondas de mim o teu rosto no dia da minha angústia; inclina para mim os teus ouvidos: no dia em que eu clamar, ouve-me depressa. Pois os meus dias se desvanecem como fumaça, e os meus ossos ardem como um tição. O meu coração está ferido e seco como a erva, pelo que até me esqueço de comer o meu pão”
(Salmo 102.1-4)

O lar é afirmado pelo povo evangélico como unidade básica da sociedade, assim como o fato de o casal cristão precisar partilhar ideais e ambições semelhantes. Os cônjuges devem os cônjuges ser maduros emocional, espiritual e fisicamente falando.

A igreja local (ou em companhia de outras) tem o dever de auxiliar os pais no preparo de seus filhos para o casamento, de ajudar a família nas crises da vida, de orientar os lares desajustados, de assistir os enlutados, e de levar os idosos a encontrarem significado na vida.

A pergunta aqui pertinente é “Há problemas na família cristã? Há crise?” Aliás, que é crise?

Lemos em algum lugar que o ideograma para crise em chinês é formado por dois caracteres. O primeiro significa “perigo”, e o segundo “oportunidade”. Extrai-se daí a lição que crise é um ponto de perigo e uma oportunidade. Os gregos derivam a palavra do verbo “separar”(krinein). É um momento decisivo na experiência de cada um. Entre outros, formatura, casamento, novo emprego, nascimento de uma criança, conversão religiosa, promoção, vitória num concurso. Ou esses momentos dolorosíssimos, inesperados que se precipitam sobre uma família e a deixam em aflição e angústia: um crime violento, um acidente fatal, uma doença apavorante, a morte de um querido. Sim, crise é perigo e oportunidade, como conceituam os chineses, mas pode ser uma experiência de crescimento. Experiência dolorosa talvez, mas sempre de crescimento. Tiago nos adverte: “Meus irmãos, tende por motivo de grande gozo o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé produz a perseverança: e a perseverança tenha a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, não faltando em coisa alguma.” (Tg 1.2-4)

E já que ninguém cresce sem dores, a pergunta que o cristão faz diante da crise, da dor, do sofrimento. Não é “por que, Senhor?”, mas “para que, Senhor?” no espírito de 2Coríntios 7.9. No entanto, sua crise é sua crise e de mais ninguém, e a de outra pessoa é a dela própria, pois nenhuma crise é igual.

A primeira crise conjugal está em Gênesis 3, como também a primeira crise espiritual (cf. vv. 12 e 8). A primeira crise familiar encontra-se no capítulo seguinte, versos 3-5, 8.

É; a família cristã também tem crises que nascem do acúmulo dos problemas de cada dia que permanecem sem solução.

O LAR DESAJUSTADO

Existem razões sem conta para a disritmia no lar. São situações que não deveriam ocorrer no lar cristão, mas lamentavelmente acontecem, e a Bíblia aponta as causas dessas disfunções:

  • ausência do Senhor como alicerce do lar ( Sl 127.1,2);
  • ausência de piedade (Is 24.15);
  • transferência ou ausência de responsabilidade (Gn 3.12; 1Tm 5.8);
  • falta de autoridade dos pais (Jr 47.3b);
  • falta de previdência (2Co 12.14b);
  • insubmissão feminina (Ef 5.22-24; 1Pe 3.1);
  • desamor masculino (Ef 5.22-29; 1Pe 3.7);
  • procedimento vergonhoso ou insensato do cônjuge (Pv 12.4; 14.1);
  • desobediência e falta de afeto (2Tm 3.2,3).

Os terapeutas de família codificam as disfunções na família classificando-as

  • quanto ao nível inadequado de interação familiar, se há um nível baixo de coesão ou coesão excessiva, caso em que cada um vive sua vida, ou se é asfixiado pelos outros,
  • quanto à distribuição dos papéis e seu desempenho, quando alguém faz o papel de “duplicata” do outro (filha copiando a mãe), o papel de “eu ideal” (filho mais velho devendo alcançar o ideal a que o pai não chegou), papel do ëu negativo”, geralmente quando um membro da família é um psicótico ou um parceiro fraco, o papel de aliado e outros tantos, também.
  • quanto à hierarquia e ordem do sistema familiar, ou não há normas na família ou são rígidas demais; ninguém decide na família ou decide inadequadamente.

São as tensões causadas pelas doenças. Não é fácil para uma família viver com um problema crônico de saúde. Se a igreja, porém, é vocacionada a servir, uma crise de saúde é excelente oportunidade para essa ministração, através do exercício do sacerdócio dos crentes, do ministério da intercessão, do dom de socorro (dado pelo Espírito Santo). Por isso é imprescindível avisar à igreja, ao pastor, os casos de enfermidades. Há quem se ofenda, melindre, e fique indignado porque ficou doente, foi hospitalizado, fez cirurgia e ninguém o visitou, o pastor não apareceu. Avise! AVISE! Em Tiago 5.14 há duas ordens. Uma para o Pastor: deve orar pelo enfermo, cobri-lo com a oração e a unção do Senhor; outra para o doente: deve pedir a presença do pastor. O mundo ensina que “ria e todos sorrirão com você; lamente-se e todos fugirão de você”. E ao contrário do que diz o provérbio popular: “Quem canta seus males espanta”, a atitude do mundo tem sido: “Quem canta seus males, ESPANTA!” Com o cristão deve ser diferente: “compartilhe, conte ao irmão; divida sua dor com a igreja”. Chore. Está aflito? Ore. Romanos 12.15 ensina isso, “alegrai-vos com os que se alegram; chorai com os que choram” (cf. 1Co 12.26; Hb 12.12; Gl 6.2), e aí você será vencedor sobre a crise e a dor.

PRONTO: A TRAGÉDIA CHEGOU

Tensões causadas pela tragédia. Há um dia quando a fé dá de frente com o desastre. Crises são comuns ao ser humano, e o resultado tem sido ansiedade, pensamento desorganizado, sintomas físicos como fadiga, náusea, sono, choque. Então, como é a construção de sua casa? Na rocha firme? Na areia enganosa? Fiquei triste com o caso de uma jovem de uma família cristã. Enfermou, e lhe foi garantida a cura por uma pretensa “profetisa”. A jovem faleceu, e a família abandonou a igeja.

Fiquei recompensado com o caso do Pr. Dermeval Justino, meu ex-aluno. Morte inesperada junto com o filhinho mais novo e a cunhada. Mas que força espiritual na esposa, nos parentes, que estão trabalhando para trazer os familiares do falecido obreiro (único crente da família com outro irmão) a Jesus.

São as tensões causadas pelas crises do amor (?!) Não há cabimento para ciúmes na vida do cristão, os quais se originam do medo de perder uma posse e do sentimento de ser incapaz. Ou a presença da insinceridade e da infidelidade.

O ENLUTADO

O luto é outra importante crise que afeta o cristão. Há crises que não chegam a todos, mas não a da morte. Josué diz ao povo, “Eis que vou hoje pelo caminho de toda a terra” (23. 14a), modo eufemístico de dizer: “vou morrer hoje” (cf. 1Rs 2.2); na Carta aos Hebreus (9.27), “aos homens está ordenado morrerem uma só vez”.

Há, pelo menos, três modos de olhar a morte:

  • com desespero. Bildade a chamou de “rei dos terrores” ( Jó 18.14);
  • com falsa esperança, como no caso dos reencarnacionistas;
  • com absoluta confiança e esperança. É a reação de Jó: “Pois eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra. E depois de consumida esta minha pele, então fora da minha carne verei a Deus” (Jó 19.25,26).

Não devemos temer falar da morte. No Antigo Testamento, a morte biológica era uma certeza aterrorizante: “Certamente morreremos, e seremos como águas derramadas na terra, que não se podem ajuntar mais” (2Sm 14.14a) “A duração da nossa vida é de setenta anos… pois passa rapidamente, e nós voamos” (Sl 90.10). “Pois os vivos sabem que morrerão, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco têm eles daí em diante recompensa; porque a sua memória ficou entregue ao esquecimento” (Ec 9.5)

Mas a Nova Aliança vê de modo diferente: Para o crente em Jesus Cristo é resultado do pecado vencido; é a esperança da ressurreição, como Paulo canta: “Mas, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória. Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, o teu aguilhão? O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. Mas graças a Deus que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo” (1Co 15. 54-57).

Não! Não devemos temer falar sobre a morte, mesmo a morte pessoal.

Mas que a crise vem, vem. É a perda do pai, e o despreparo da mãe para a vida prática tomando providências que nunca havia tomado anteriormente; é a reorganização das finanças, o corte de despesas; é o dizer “não” aos pedidos dos filhos. Mas é também o compreender que “a família é uma sociedade que se desfaz no tempo para se recompor no intemporal”, na eternidade (cf. Guitton p. 45). As separações trazidas pela morte nos lembram e às nossas famílias que elas são instrumentos transitórios que o Criador dispôs no mundo. Desaparece a família, mas não as existências que a compõem, e mesmo as relações que as constituem. A morte não separa a família: “E Abraão expirou, morrendo em boa velhice, velho e cheio de dias; e foi congregado ao seu povo” Gn 25.8).

Disse Sócrates que a essência da filosofia é o preparo para a morte. Davi, o poeta, antes dele dissera, “O meu coração constrange-se dentro de mim, e terrores de morte sobre mim caíram. Temor e tremor me sobrevêm, e o horror me envolveu” ( Sl 55.4,5), e Hebreus 2.15b tem uma magistral declaração sobre o medo de morrer: “Com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à escravidão”.

É nesse ponto que chega o paradoxo do evangelho: quando se aceita o fato da morte, fica-se livre para viver! Não faz sentido para o crente olhar a morte como cessação. A vida não acaba. Na verdade, acontece uma transição, ou como Jesus o colocou: “Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar, virei outra vez, e vos tomarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também”. ( Jo 14.2,3 ) e também, “Declarou-lhes Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que morra, viverá” ( Jo 11.25).

John Donne, autor do século 17: “Toda a humanidade tem um só Autor, e um único volume; quando alguém morre, um capítulo não é tirado do livro, mas traduzido em um idioma melhor; e cada capítulo deve ser assim traduzido. Deus emprega vários tradutores; algumas peças são traduzidas pela idade, outras pela doença, algumas pela guerra, outras pela justiça; mas a mão de Deus opera em cada tradução; e a sua mão irá encadernar de novo todas as nossas folhas que foram espalhadas, para aquela Biblioteca onde cada livro ficará aberto um para o outro”.

O IDOSO

O mundo tem hoje, ano 2000, seiscentos milhões de habitantes acima dos sessenta anos. Hoje, no Brasil, há cerca de quinze milhões vivendo a chamada “terceira idade”, e, no entanto, nossa sociedade é voltada para o moço: musculação, malhação, festas, a própria arquitetura urbana. A Bíblia, porém, mostra o cuidado divino nos anos da velhice: “Até a vossa velhice eu sou o mesmo, e ainda até as cãs eu vos carregarei; eu vos criei, e vos levarei, sim, eu vos carregarei e vos livrarei” (Is 46.4), e afirma seu valor e dignidade: “O orgulho dos jovens está na sua força; a honra dos velhos está nos seus cabelos brancos” (Pv 20.29; 1Tm 5.1,2a). Jovens têm energia física, mas ela se esvai; o idoso porém, tem a glória de sua idade cantada, como vimos, nos Provérbios.

Cada idade tem seus dons particulares para enriquecer a vida da família e a sociedade de modo geral: a infância, a adolescência, a juventude, a idade adulta, o ancião. São partes autênticas e valiosas, e cada idade deve ser vivida dentro dela mesma: nem menina pintada como moça feita (que moda horrorosa!), nem senhora querendo ser mocinha (há coisa mais ridícula? ). Que tudo venha naturalmente, não esquecendo o jovem que um dia será idoso, nem o adulto que já foi jovem no passado.

O APOSENTADO

A aposentadoria é outro capítulo que pode ou não ser cruciante. No começo é-a-lua-de-mel com a liberdade, a alegria de poder dispor das horas, a satisfação de esquecer horários. Mas a lua-de-mel acaba e pode vir a depressão. Quem disse, porém, que ser aposentado é sinônimo de “colocado no aposento”, encostado, cansado, posto de lado?

A igreja deve ajudar os seus membros a atingir com plenitude suas fases evolutivas, à medida que se desenvolve em cada passagem da vida. Ajudar o idoso a não perder sua identidade, sua independência, a conhecer-se a si próprio, a se abrir para a verdade, a descansar criativa e construtivamente. Que tal uma segunda carreira? Ou ensinar o que sempre fez na vida profissional? E a possibilidade de um trabalho voluntário na igreja? Ensinar um artesanato, bordado, tapeçaria? Precisamos de um jardineiro, de pintores, de profissionais outros. Por que não dar da sua experiência voluntária e graciosamente à igreja? Ser idoso não é encarquilhar-se, não! É devolver a Deus o que de Deus recebemos. A vista está diminuindo? Diga a Deus: “Senhor, recebe um pouco mais de meus olhos”; as pernas que suportavam uma caminhada do Farol à Praça da Sé, hoje não agüentam subir a Ladeira da Barra, diga ao Senhor: “Pai, eis um pouco mais de minhas pernas”. E aí o Senhor vai aplicar ao irmão, a irmã, a expressão da parábola dos talentos: “Muito bem, servo bom e fiel; sobre o pouco foste fiel, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu Senhor” (Mt 25.23). E se sua oração tem sido a do Salmo 71.9: “Não me enjeites no tempo da velhice; não me desampares, quando se forem acabando as minhas forças”, a resposta do Senhor será: “Os justos florescerão como a palmeira, crescerão como cedro no Líbano. Estão plantados na casa do Senhor, florescerão nos átrios do nosso Deus. Na velhice ainda darão frutos” ( Sl 92. 12-14a).

“O Topo da Montanha” (Leclercq)
“Quando se escala uma montanha, a paisagem vai se descobrindo pouco a pouco, e finalmente, quando se chega ao topo, não se encontra mais que pedras e neves, mas, dali a vista é magnífica. Já não se pode mais subir, se não ir para o céu. O mesmo acontece com a velhice. Ao longo da vida subimos por centenas de caminhos, às vezes sinuosos, e pouco a pouco a paisagem se nos foi revelando; os que mandavam, dirigiam e protegiam nossa juventude desapareceram um após outros; depois os companheiros de jornadas também desapareceram. O indivíduo segue em sua caminhada e cada vez está mais só. O que chega à velhice termina como o alpinista no topo da montanha, e, quando volve o seu olhar, contempla a vida estendida diante de si mesmo como uma paisagem. Este é o ponto culminante, mas é também o fim do homem sobre a terra. Não há outra maneira de avançar senão a de ir para o céu”.

É isso mesmo: a família cristã é uma comunidade de vida, de amor, de fé, e uma comunidade educadora. Precisa de ter objetivos bem definidos, cristã que é:

  • objetivo em si: “o que o Senhor deseja que minha família faça?”
  • O meio para atingi-lo: “Como o Senhor quer que minha família faça?”
  • A avaliação: “como saberemos que foi realizado?

Sendo, portanto, comunidade de vida, amor, fé e pedagógica, na ameaça da crise a expressão de profunda confiança, e de certeza de estar dentro da vontade do Pai, há de ser “Deus me fez crescer na terra da minha aflição” Gn 41.52b).

Pr. Walter Santos Baptista, Ph.Lic., M.Div. – Igreja Batista Sião – Salvador, BA

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